31 Maio 2004

O PEQUENO ABORRECIMENTO

Um moço de boas maneiras, incapaz de ofender os que lhe buscavam o concurso amigo, sempre meditava na Vontade de Deus, disposto a cumpri-la.

Certa vez, muito preocupado com o horário, aproximou-se de um pequeno ônibus, com a intenção de aproveitá-lo para a travessia de extenso trecho da cidade em que morava, mas, no momento exato em que o ia fazer, surgiu-lhe à frente um vizinho, que lhe prendeu a atenção para longa conversa.

O rapaz consultava o relógio, de segundo a segundo, deixando perceber a pressa que o levava a movimentar-se rápido, mas o amigo, segurando-lhe o braço, parecia desvelar-se em transmitir-lhe todas as minudências de um caso absolutamente sem importância.

Contrafeito com a insistência da conversação aborrecida e inútil, o jovem ouvia o companheiro, por espírito de gentileza, quando o veículo largou sem ele.

Daí a alguns minutos, porém, correu inquietante a notícia.

A máquina estava sendo guiada por um condutor embriagado e precipitara-se num despenhadeiro, espatifando-se.

Ouvindo com paciência uma palestra incômoda, o moço fora salvo de triste desastre.

O jovem refletiu sobre a ocorrência e chegou à conclusão de que, muitas vezes, a Vontade Divina se manifesta, em nosso favor, nas pequenas contrariedades do caminho, ajudando-nos a cumprir nossos mais simples deveres, e passou a considerar, com mais respeito e atenção, as circunstâncias inesperadas que nos surgem à frente, na esfera dos nossos deveres de cada dia.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


Esse texto foi retirado do site:
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Um abraço p/ todos!
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Saudade

Ante os mortos queridos,
Faze silêncio e ora.

Ninguém pode apagar
A chama da saudade.

Entretanto se choras,
Chora fazendo o bem.

A morte para a vida
É apenas mudança.

A semente do solo
Mostra a ressurreição.

Todos estamos vivos
Na pesença de Deus.

Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândio Xavier

30 Maio 2004

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus

6. Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. - Muitos, nesse dia, me dirão: Senhor! Senhor! não profetizamos em teu nome? Não expulsamos em teu nome o demônio? Não fizemos muitos milagres em teu nome? - Eu então lhes direi em altas vozes: Afastai-vos de mim, vós que fazeis obras de iniqüidade. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 21 a 23.)
7. Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente que construiu sobre a rocha a sua casa. - Quando caiu a chuva, os rios transbordaram, sopraram os ventos sobre a casa; ela não ruiu, por estar edificada na rocha. - Mas, aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, se assemelha a um homem insensato que construiu sua casa na areia. Quando a chuva caiu, os rios transbordaram, os ventos sopraram e a vieram açoitar, ela foi derrubada; grande foi a sua ruína. (S. MATEUS, cap. VII, vv. 24 a 27. - S. LUCAS, cap. VI, vv. 46 a 49.)
8. Aquele que violar um destes menores mandamentos e que ensinar os homens a violá-los, será considerado como último no reino dos céus; mas, será grande no reino dos céus aquele que os cumprir e ensinar. - (S. MATEUS, cap. V, v.19.)

9. Todos os que reconhecem a missão de Jesus dizem: Senhor! Senhor! - Mas, de que serve lhe chamarem Mestre ou Senhor, se não lhe seguem os preceitos? Serão cristãos os que o honram com exteriores atos de devoção e, ao mesmo tempo, sacrificam ao orgulho, ao egoísmo, à cupidez e a todas as suas paixões? Serão seus discípulos os que passam os dias em oração e não se mostram nem melhores, nem mais caridosos, nem mais indulgentes para com seus semelhantes? Não, porquanto, do mesmo modo que os fariseus, eles têm a prece nos lábios e não no coração. Pela forma poderão impor-se aos homens; não, porém, a Deus. Em vão dirão eles a Jesus: "Senhor! não profetizamos, isto é, não ensinamos em teu nome; não expulsamos em teu nome os demônios; não comemos e bebemos contigo?" Ele lhes responderá: "Não sei quem sois; afastai-vos de mim, vós que cometeis iniqüidades, vós que desmentis com os atos o que dizeis com os lábios, que caluniais o vosso próximo, que expoliais as viúvas e cometeis adultério. Afastai-vos de mim, vós cujo coração destila ódio e fel, que derramais o sangue dos vossos irmãos em meu nome, que fazeis corram lágrimas, em vez de secá-las. Para vós, haverá prantos e ranger de dentes, porquanto o reino de Deus é para os que são brandos, humildes e caridosos. Não espereis dobrar a justiça do Senhor pela multiplicidade das vossas palavras e das vossas genuflexões. O caminho único que vos está aberto, para achardes graça perante ele, é o da prática sincera da lei de amor e de caridade."São eternas as palavras de Jesus, porque são a verdade. Constituem não só a salvaguarda da vida celeste, mas também o penhor da paz, da tranqüilidade e da estabilidade nas coisas da vida terrestre. Eis por que todas as instituições humanas, políticas, sociais e religiosas, que se apoiarem nessas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a rocha. Os homens as conservarão, porque se sentirão felizes nelas. As que, porém, forem uma violação daquelas palavras, serão como a casa edificada na areia. o vento das renovações e o rio do progresso as arrastarão. (CAPÍTULO XVIII - MUITOS OS CHAMADOS)

28 Maio 2004

NOTAS DE BEM VIVER

Por maiores sejam os obstáculos, procura doar o melhor de ti, na execução das tarefas que te cabem.
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Se erraste, recomeça.
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Se caíres, pensa em tua condição de criatura humana, reajusta as próprias emoções e reergue-te para caminhar adiante.
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Desânimo, em muitos casos, é a ausência de aceitação do que ainda somos, ante a pressa de ser o que outros, pelo esforço próprio nas estradas do tempo, já conseguem ser.
*
Coragem é a força que nasce da nossa própria disposição de aprender e de servir.
*
Não te ausentes dos próprios encargos.
*
Dever cumprido é passaporte ao direito que anseias usufruir.
*
Não acredites em felicidade no campo íntimo, sem o teu próprio trabalho para construí-la.
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Toda realização nobre se levanta na base da perseverança no bem.
*
Compadece-te dos que, porventura, te firam e, ao recordá-lo, exerce a bondade sem ressentimento.
*
Não exijas de ninguém a obrigação de seguir-te os modelos de vida e pensamento.
*
Protege as crianças, tanto quanto se te faça possível, mas não te tortures, ante a escolha dos adultos que esperam de ti o respeito às experiências deles, tanto quanto reclamas o acatamento alheio para com as tuas.
*
Distribui otimismo e simpatia.
*
Irritação não edifica.
*
Não percas tempo com lamentações inúteis, reconhecendo que há sempre alguém a quem podes beneficiar com essa ou aquela migalha de apoio e generosidade.
*
Deixa algum sinal de alegria onde passes.
*
Quando os problemas do cotidiano se te façam difíceis, ao invés de inconformação ou de azedume, usa a paciência.
*
Sempre que necessário, empenha-te a ouvir esse ou aquele assunto, com mais atenção para que possas compreender isso ou aquilo com mais segurança.
*
Lembra-te de que falando ou silenciando, sempre é possível fazer algum bem.
*
Grande entendimento demonstra a criatura que vive a própria vida do melhor modo que se faça possível, concedendo aos outros o dom de viverem a vida que lhes é própria, como melhor lhes pareça.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Atenção.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1997.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Não vim destruir a lei


10. Um dia, Deus, em sua inesgotável caridade, permitiu que o homem visse a verdade varar as trevas. Esse dia foi o do advento do Cristo. Depois da luz viva, voltaram as trevas. Após alternativas de verdade e obscuridade, o mundo novamente se perdia. Então, semelhantemente aos profetas do Antigo Testamento, os Espíritos se puseram a falar e a vos advertir. O mundo está abalado em seus fundamentos; reboará o trovão. Sede firmes! O Espiritismo é de ordem divina, pois que se assenta nas próprias leis da Natureza, e estai certos de que tudo o que é de ordem divina tem grande e útil objetivo. O vosso mundo se perdia; a Ciência, desenvolvida à custa do que é de ordem moral, mas conduzindo-vos ao bem-estar material, redundava em proveito do espírito das trevas. Como sabeis, cristãos, o coração e o amor têm de caminhar unidos à Ciência. O reino do Cristo, ah! passados que são dezoito séculos e apesar do sangue de tantos mártires, ainda não veio. Cristãos, voltai para o Mestre, que vos quer salvar. Tudo é fácil àquele que crê e ama; o amor o enche de inefável alegria.
Sim, meus filhos, o mundo está abalado; os bons Espíritos vo-lo dizem sobejamente; dobrai-vos à rajada que anuncia a tempestade, a fim de não serdes derribados, isto é, preparai-vos e não imiteis as virgens loucas, que foram apanhadas desprevenidas à chegada do esposo. A revolução que se apresta é antes moral do que material. Os grandes Espíritos, mensageiros divinos, sopram a fé, para que todos vós, obreiros esclarecidos e ardorosos, façais ouvir a vossa voz humilde, porquanto sois o grão de areia; mas, sem grãos de areia, não existiriam as montanhas. Assim, pois, que estas palavras - "Somos pequenos" - careçam para vós de significação. A cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes?
Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para frente; a lei dos mundos é a do progresso. Fénelon. Poitiers, 1861. (CAPÍTULO I - NÃO VIM DESTRUIR A LEI)

26 Maio 2004

Oii Irmãos... Bom hj vou fazer um convite a vocês, que me foi feito pela Karina(http://www.joannadeangelis.weblogger.terra.com.br)para quem mora no Rio não tem como perder, e para quem mora em VR entre em contato comigo, pq´é grande a probabilidade de eu comparecer =o)

Peça: "Esperança e vida."
Grupo de teatro: Cia. Spirita teatral
Dia: 13/06/04 - Domingo
Horário: 19:00
Local: Centro Nair Montez de Castro - R. Vilela Tavares 173 (Transversal a R. Dias da Cruz) - Ref.: Ao lado do clube "Atlas".
Bairro: Méier - RJ.
Convites à 10,00 (será revertido para o centro).
Contato: (21) 25955462 - Tel do Centro / e Karina Matos > (21) 8834-2114


Ae em baixo segue um texto do Andre Luiz muito legal, de um livro que eu gosto muito, bjos e abraços

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos


1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.

3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.

4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.

5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.

6 - Evitar as conversações inúteis.

7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.

8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.

9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.

10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paz e Renovação.

Ditado pelo Espírito André Luiz.


INSEGURANÇA E MEDO

O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.

Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.

Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.

Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.

Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.

Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, estas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência; pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça; receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas; e, por fim, a presença invisível da morte...

Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranqüila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.

A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.
*
Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.

Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.

Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.

Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.

Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranqüiliza os sentimentos.
*
O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.

É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.

A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.
*
Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.

Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.

Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.

Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.

...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lO, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.

Ele porém, não teve medo. Pensa e busca-O, libertando-te do medo e seguindo-O, em consciência tranqüila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.
* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Caracteres da perfeição
(CAPÍTULO XVII Sede perfeitos)


1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam. - Porque, se somente amardes os que vos amam que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se unicamente saudardes os vossos irmãos, que fazeis com isso mais do que outros? Não fazem o mesmo os pagãos? -Sede, pois, vós outros, perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. MATEUS, cap. V, vv. 44, 46 a 48.)

2. Pois que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta proposição: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta. Se à criatura fosse dado ser tão perfeita quanto o Criador, tornar-se-ia ela igual a este, o que é inadmissível. Mas, os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança, pelo que ele se limitou a lhes apresentar um modelo e a dizer-lhes que se esforçassem pelo alcançar.

Aquelas palavras, portanto, devem entender-se no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: "Em amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem." Mostra ele desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.

Com efeito, se se observam os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconhecer-se-á nenhum haver que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação; e isso porque tudo o que sobreexcita o sentimento da personalidade destrói, ou, pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximo, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amor é sempre, portanto, indício de maior ou menor superioridade moral, donde decorre que o grau da perfeição está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de haver dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial."

25 Maio 2004

A Parentela Corporal e a Parentela Espiritual



Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências (Capitulo IV, no.13).

Há, pois, duas espécies de famílias: as famílias pelos laços espirituais e as famílias pelos laços corporais. Duráveis, as primeiras se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma; as segundas, frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e muitas vezes se dissolvem moralmente, já na existência atual. Foi o que Jesus quis tornar compreensível, dizendo de seus discípulos: Aqui estão minha mãe e meus irmãos, isto é, minha família pelos laços do Espírito, pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

A hostilidade que lhe moviam seus irmãos se acha claramente expressa em a narração de São Marcos, que diz terem eles o propósito de se apoderarem do Mestre, sob o pretexto de que este perdera o espírito. Informado da chegada deles, conhecendo os sentimentos que nutriam a seu respeito, era natural que Jesus dissesse, referindo-se a seus discípulos, do ponto de vista espiritual: "Eis aqui meus verdadeiros irmãos." Embora na companhia daqueles estivesse sua mãe, ele generaliza o ensino que de maneira alguma implica haja pretendido declarar que sua mãe segundo o corpo nada lhe era como Espírito, que só indiferença lhe merecia. Provou suficientemente o contrário em várias outras circunstâncias.

* * *

em>Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.
112a edição. Capitulo XIV, no.8. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
TRABALHANDO

Quando estudamos a lição dos trabalhadores da última hora, nas páginas divinas do Evangelho, recordamos que, realmente, trabalhando, é possivel alcançar todas as realizações que nos propomos atingir.
*
Trabalhando, o coração empolgado pelo desânimo, pode converter, de imediato, as trevas da amargura em claridades imperecíveis de alegria e esperança.
*
Trabalhando, a criatura frágil, se fortifica, pouco a pouco, dominando o campo em que respira, vive e cresce.
*
Trabalhando, a mente atacada pelo veneno do ódio ou da desesperação, encontra recursos para compreender as próprias lutas, com mais clareza, aprendendo a transformar revolta e fel em paciência e perdão.
*
Trabalhando, a alma isolada pela discórdia, pode surpreender a abençoada luz da harmonia e da paz, depois de longas noites de conflito e agonia.
*
Trabalhando, o mau se faz bom, o adversário se transforma em amigo, o infeliz atinge a casa invisível e brilhante do eterno júbilo.
*
Guardemos a palavra de Jesus e trabalhemos sempre na extensão do bem.
*
O livro ou tribunal, a enxada ou a semente aguardam nossos braços, tanto quanto os sábios e os ignorantes esperaram por nossa cooperação cada dia.
*
Fujamos as sombras densas e guerras escuras do nosso próprio "eu", devotando-nos ao serviço de Deus, na pessoa e nos círculos dos nossos semelhantes.
*
Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.
*
Um anjo que se ponha a dormir num vale, tentado pelo perfume das flores efêmeras, pode repousar indefinidamente nas trevas, enquanto que o aleijado que se disponha a arrastar-se, sangrando o corpo e cobrindo-se de suor, na subida do monte, pode alcancar glória do cimo e banhar-se de sublimes clarões, antes dos que dormem, com graça divina da gloriosa alvorada...
*
Os últimos serão os primeiros - disse o Senhor!
*
Em verdade, será difícil a compreensão de semelhante ensino para nossa lógica habitual, entretanto, se vives servindo, compreenderás que o trabalho realmente pode operar o divino milagre.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Alma e Luz.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
1a edição. Araras, SP: IDE, 1990.


24 Maio 2004

PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS

Quando Jesus começou a prece dominical, satisfazendo ao pedido dos companheiros que desejavam aprender a orar, iniciou a rogativa, dizendo assim:

- Pai Nosso, que estás nos céus...

O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.

Criador dos homens, das estrelas e das flores.

Senhor dos céus e da Terra.

Para Ele, todos somos filhos abençoados.

Com essa afirmativa, Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que, por isso, todos somos irmãos, com o dever de ajudar-nos uns aos outros.

Ele próprio, a fim de instruir-nos, viveu a fraternidade pura, auxiliando os homens felizes e infelizes, os necessitados e doentes, mostrando-nos o verdadeiro caminho da perfeição e da paz.

Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre, devemos seguir-lhe o exemplo.

Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados, mais cedo ou mais tarde. A vida só será realmente bela e gloriosa, na Terra, quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


COM JESUS

Seguindo com Jesus,
Nada temas. Trabalha.

Não te omitas. Ajuda.
Não te perturbes. Ama.

Não condenes. Ampara.
Não te ofendas. Esquece.

Não te queixes. Caminha.
Não depredes. Constrói.

Não critiques. Instrui.
Não pares. Serve sempre.

Se o mal te desafia.
Com Jesus, vencerás.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Hora Certa.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
GEEM.


Oi pessoal! Desculpe o tamanho dessa mensagem, mas é que a acho de profunda importância para nós que nos propomos ao trabalho Cristão. Beijos no coração de todos. Fui!!!

O Bem sem Propaganda

Richard Simonetti

"Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes
vistos por eles; do contrário, recompensa não recebereis do vosso Pai que
está nos céus. Quando, pois, derdes esmola, não mandeis tocar a trombeta à
vossa frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem
elogiados pelos homens. Em verdade vos digo que esses já receberam a sua
recompensa. Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a
direita, a fim de que a esmola tique secreta; e vosso Pai, que vê o que se
passa em segredo, vos recompensará." - Jesus (Mateus, 6:1 a 4).


É ponto pacífico que o móvel das ações humanas, no atual estágio evolutivo,
chama-se egoísmo. As nossas iniciativas, em qualquer setor de atividade,
geralmente são inspiradas no propósito principal de atender a nós mesmos.

No campo profissional, por exemplo, muita gente escolhe sua profissão
baseando-se em pesquisas no mercado de trabalho, sem nenhuma motivação de
ordem vocacional, sem nenhum propósito de servir observam-se apenas as
possibilidades financeiras, já que se considera apenas o propósito de
realização econômica.

Qual o melhor funcionário? Aquele que ama seu trabalho. Mas, amar como, se
sua opção foi de ordem pecuniária e não vocacional? Muitos chegam a detestar
o que fazem!

Por isso, na maior parte das vezes, o funcionário dedicado é simplesmente
aquele que deseja progredir na profissão e sabe que chegar mais cedo e sair
mais tarde, demonstrando interesse, é uma forma de fazer "média", de mostrar
serviço. O trabalho torna-se para ele apenas um meio de atingir seus
objetivos - os escalões mais altos da organização a que está vinculado.

Ante o casamento, a primeira preocupação do homem: "Ela vai cuidar bem da
casa? Será boa cozinheira?" A preocupação da mulher: "Ele será carinhoso
comigo? Vai me entender?"

Sempre o interesse pessoal determinando o comportamento, fazendo as
indagações, orientando as preferências.

Como não podia deixar de ser, até o bem que praticamos costuma inspirar-se
no egoísmo. Somos muito mais mercadores do que servidores. Pensamos em ser
úteis não por espírito de fraternidade, mas no propósito de receber
recompensas, já que todas as religiões consagram o atendimento das
necessidades alheias, a compreensão das misérias humanas, o socorro ao
necessitado como base de nossa edificação interior e porta de ingresso no
Reino de Deus.

E porque o Espiritismo vai bem mais longe, ao destacar a necessidade de
fazermos algo de bom pelo semelhante - não apenas para sermos bem recebidos
no Além, mas, sobretudo, para que vivamos bem na Terra -, movimentam-se os
espíritas no campo da filantropia, edificando escolas, creches, berçários,
hospitais, orfanatos. Alguém diria que essa caridade interesseira, praticada
com o propósito de ganhar o céu, na morte, ou de merecer seus favores, na
vida, não tem nenhum valor. Realmente, de que vale pensar no bem dos outros,
visando unicamente ao próprio bem?

No entanto, não se improvisa o servidor e a vocação de servir começa sempre
no propósito de receber. Como ainda estamos no primeiro estágio, é natural
que aspiremos a recompensas pelo bem praticado. Não apenas as celestes, mas
também algo mais imediato, mais palpável, que fale mais de perto ao nosso
ego - o reconhecimento alheio.

Se beneficiamos a alguém que não manifesta sua gratidão, logo o consideramos
indigno de nossa ajuda e até nos irritamos. É que não lhe demos nada, apenas
vendemos. Vendemos ajuda. O preço: a gratidão!

As mesmas motivações inspiram o secreto desejo de propaganda em torno do bem
praticado. Se muitas pessoas tomarem conhecimento será formidável!

Conhecendo essa fraqueza, os organizadores de campanhas beneficentes
instituem o "Livro de Ouro", onde são registrados os nomes das pessoas que
efetuaram doações maiores. E quanto maior o destaque que se dê ao livro,
mais generosas as contribuições. Verdadeira glória para o doador é quando
publicam sua fotografia nos jornais, ressaltando sua generosidade!

Pessoas assim parecem nada mais desejar senão fazer propaganda de si mesmas.
Por isso Jesus proclama que já receberam sua recompensa.

Toda ação generosa, para ser autêntica, deve ser um ato do coração. E o
coração trabalha em silêncio, escondido dentro do peito.

Começamos a agir como verdadeiros filhos de Deus, quando nossa dedicação ao
semelhante se faça não porque queiramos ganhar o céu, a graça de uma cura, a
solução de um problema; não porque pretendamos o apreço público, mas por
sentirmos um pouco de comiseração, de piedade pelas misérias alheias.

Então seremos capazes de dar sem que a mão esquerda tome conhecimento do que
faz a direita, isto é, de forma tão espontânea que nem teremos consciência
de que estamos sendo bons!

Reformador - maio, 1977

21 Maio 2004

A título de Conhecimento...

Fé e Perseverança

Três rapazes suspiravam por encontrar o Senhor, a fim de fazer-lhe rogativas.

Depois de muitas orações, eis que, certa vez, no campo em que trabalhavam, apareceu-lhes o carro do Senhor, guiado pelos anjos.

Radiante de luz, o Divino Amigo desceu da carruagem e pôs-se a ouvi-los.

Os três ajoelharam-se em lágrimas de júbilo e o primeiro implorou a Jesus o favor da riqueza. 0 Mestre, bondoso, determinou que um dos anjos lhe entregasse enorme tesouro em moedas. 0 segundo suplicou a beleza perfeita e o Celeste Benfeitor mandou que um dos servidores lhe desse um milagroso ungüento a fim de que a formosura lhe brilhasse no rosto. 0 terceiro exclamou com fé:

- Senhor, eu não sei escolher... Dá-me o que for justo, segundo a tua vontade.

O Mestre sorriu e recomendou a um dos seus anjos lhe entregasse uma grande bolsa.

Em seguida, abençoou-os e partiu...

O moço que recebera a bolsa abriu-a, ansioso, mas, oh! desencanto!... Ela continha simplesmente uma enorme pedra.

Os companheiros riram-se dele, supondo-o ludibriado, mas o jovem afirmou a sua fé no Senhor, levou consigo a pedra e começou a desbastá-la, procurando, procurando...

Depois de algum tempo, chegou ao coração do bloco endurecido e encontrou aí um soberbo diamante. Com ele adquiriu grande fortuna e com a fortuna construiu uma casa onde os doentes pudessem encontrar refúgio e alivio, em nome do Senhor.

Vivia feliz, cuidando de seu trabalho, quando, um dia, dois enfermos bateram a porta. Não teve dificuldade em reconhecê-los. Eram os dois antigos colegas de oração, que se haviam enganado com o ouro e com a beleza, adquirindo apenas doença e cansaço, miséria e desilusão.

Abraçaram-se, chorando de alegria e, nesse instante, o Divino Mestre apareceu entre eles e falou:

- Bem-aventurados todos aqueles que sabem aproveitar as pedras da vida, porque a fé e a perseverança no bem são os dois grandes alicerces do Reino de Deus.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19a edição. FEB, 1999.

* * * Estude Kardec * * *

AJUDE SEMPRE

Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.
*
Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.
*
No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.
*
Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.
*
Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.
*
Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.
*
Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.
*
Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.
*
Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.
*
É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


20 Maio 2004

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


O mandamento maior
(CAPÍTULO XV Fora da caridade não há salvação)


4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)

5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: "Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: "E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro" , isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Bom dia,
Sabe pessoal, achei algo muito interessante e gostaria de saber os comentários de vocês, pode ser?
Abraços Fraternos para todos!
Equipe Luz & Caridade
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NÃO TENHO TEMPO

Sabe meu filho, até hoje não tive tempo para brincar com você.

Arranjei tempo pra tudo, menos pra ver você crescer.

Nunca joguei dominó, dama, xadrez ou batalha naval com você.

Percebo que você me rodeia, mas sabe, sou muito importante, eu não tenho tempo...

Sou importante para números, convites sociais, uma série de compromissos inadiáveis...

E largar tudo isso pra sentar no chão com você...

Não, não tenho tempo!

Um dia você veio com o caderno de escola para o meu lado, não liguei, continuei lendo o jornal.

Afinal, os problemas internacionais sao mais sérios que os de minha casa.

Nunca vi o seu boletim nem sei quem é a sua professora, nao sei nem qual foi a sua primeira palavra, também, você entende... não tenho tempo.

De que adianta saber as minimas coisas de você se eu tenho outras grandes coisas a saber?

Puxa, como você cresceu!

você ja passou da minha cintura. Esta alto!

Eu não havia reparado isso, aliás, não reparo quase nada, minha vida e corrida, e quando tenho tempo, prefiro usá-lo la fora, e se uso aqui, perco-me calado diante da TV.

Porque a TV é importante e me informa muito...

Sabe meu filho,

A última vez que tive tempo para você, foi numa cama, numa noite de amor com sua mãe quando o fizemos!

Sei que você se queixa,

Que você sente falta de uma palavra.

De uma pergunta minha,

De um corre-corre,

De um chute na sua bola,

Mas eu não tenho tempo...

Sei que você sente a falta do abraco e do riso,

Do andar-a-pé até a padaria pra comprar guarana,

Do andar-a-pé até o jornaleiro pra comprar Pato Donald,

Mas sabe, ha quanto tempo não ando a pé na rua?

Nao tenho tempo... mas você entende sou um homem muito importante,

Tenho que dar atencão a muita gente,

Dependo delas... Filho, você não entende de comércio!...

Na realidade, sou um homem sem tempo!

Sei que você fica chateado,

Porque as poucas vezes que falamos é monologo, só eu falo, e noventa e nove por cento é bronca.

Quero silêncio, quero sossego!

E você tem a péssima mania de vir correndo sobre a gente.

Você tem a mania de querer pular nos braços dos outros...

Filho, não tenho tempo para abraçá-lo.

Não tenho tempo pra ficar com papo furado com criança.

Filho:

O que você entende de computador, comunicação, pós-modernismo, racionalismo?

Você sabe quem é Marcuse? Mac Luan?

Como é que vou parar pra conversar com você?

Sabe filho, não tenho tempo, mas o pior de tudo, o pior de tudo é que...

Se você morresse agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência porque até hoje, não arrumei tempo pra brincar com você.

E se existir outra vida, por certo, DEUS não TERA TEMPO, de me deixar, pelo menos vê-lo...
* * *
Anônimo.

19 Maio 2004

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO


Simplicidade e pureza de coração
(CAPÍTULO VIII Bem-aventurados os que têm puro o coração)


1. Bem-aventurados os que têm puro o coração, porquanto verão a Deus. (S. Mateus, cap. V, v. 8.)

2. Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso, zangou-se e lhes disse: "Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. - Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará." - E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (S. MARCOS, cap. X, vv. 13 a 16.)

3. A pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui toda idéia de egoísmo e de orgulho. Por isso é que Jesus toma a infância como emblema dessa pureza, do mesmo modo que a tomou como o da humildade.

Poderia parecer menos justa essa comparação, considerando-se que o Espírito da criança pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências. Só um Espírito que houvesse chegado à perfeição nos poderia oferecer o tipo da verdadeira pureza. E exata a comparação, porém, do ponto de vista da vida presente, porquanto a criancinha, não havendo podido ainda manifestar nenhuma tendência perversa, nos apresenta a imagem da inocência e da candura. Daí o não dizer Jesus, de modo absoluto, que o reino dos céus é para elas, mas para os que se lhes assemelhem.

4. Pois que o Espírito da criança já viveu, por que não se mostra, desde o nascimento, tal qual é? Tudo é sábio nas obras de Deus. A criança necessita de cuidados especiais, que somente a ternura materna lhe pode dispensar, ternura que se acresce da fraqueza e da ingenuidade da criança. Para uma mãe, seu filho é sempre um anjo e assim era preciso que fosse, para lhe cativar a solicitude. Ela não houvera podido ter-lhe o mesmo devotamento, se, em vez da graça ingênua, deparasse nele, sob os traços infantis, um caráter viril e as idéias de um adulto e, ainda menos, se lhe viesse a conhecer o passado.

Aliás, faz-se necessário que a atividade do princípio inteligente seja proporcionada à fraqueza do corpo, que não poderia resistir a uma atividade muito grande do Espírito, como se verifica nos indivíduos grandemente precoces. Essa a razão por que, ao aproximar-se-lhe a encarnação, o Espírito entra em perturbação e perde pouco a pouco a consciência de si mesmo, ficando, por certo tempo, numa espécie de sono, durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. E necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça, em sua nova existência, tudo aquilo que a possa entravar. Sobre ele, no entanto, reage o passado. Renasce para a vida maior, mais forte, moral e intelectualmente, sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida.

A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem, pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros anos, o Espírito é verdadeiramente criança, por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados, ele é mais maleável e, por isso mesmo, mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir, o que toma mais fácil a tarefa que incumbe aos pais.

O Espírito, pois, enverga temporariamente a túnica da inocência e, assim, Jesus está com a verdade, quando, sem embargo da anterioridade da alma, toma a criança por símbolo da pureza e da simplicidade.
Caminho Cristão
Eis a estrada do espírito cristão:


- Amar a Deus e o mundo que O reflete,

Perdoando setenta vezes sete

Toda ofensa que fere o coração;



Guardar consigo o título de irmão

Que mil gestos de amor faz e repete;

Ser paz onde a discórdia se intromete,

Ser sacrifício pela redenção;



Bendizer as pedradas dos caminhos,

Amparar inimigos escarninhos

E combater em si a terá e o mal!



Eis o roteiro iluminado e vivo,

Que transforma os grilhões do homem cativo

Em tesouros da Pátria Universal.



João de Deus - Chico Xavier – Livro “Moradias de Luz”

CALMA PARA O ÊXITO

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.
* * *
Divaldo P. Franco.
Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
Alvorada.


18 Maio 2004

CARIDADE

Caridade é , sobretudo, amizade.
*
Para o faminto - é o prato de sopa.
*
Para o triste - é a palavra consoladora.
*
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
*
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
*
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
*
Para o ingrato - é o esquecimento.
*
Para o enfermo - é a visita pessoal.
*
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
*
Para a crianca - é a proteção construtiva.
*
Para o velho - é o braço irmão.
*
Para o inimigo - é o silêncio.
*
Para o amigo - é o estímulo.
*
Para o transviado - é o entendimento.
*
Para o orgulhoso - é a humildade.
*
Para o colérico - é a calma.
*
Para o preguiçoso - é o trabalho.
*
Para o impulsivo - é a serenidade.
*
Para o leviano - é a tolerância.
*
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
*
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Viajor.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Araras, SP: IDE, 1985.


17 Maio 2004

CARIDADE DO PENSAMENTO

Sabemos todos que o pensamento é onda de vida criadora, emitindo forças e atraindo-as, segundo a natureza que lhe é própria.

Fácil entender, à vista disso, que nos movemos todos num oceano de energia mental.
*
Cada um de nós é um centro de princípios atuantes ou de irradiaçôes que liberamos, consciente ou inconscientemente.
*
Sem dúvida, a palavra é o veículo natural que nos exprime as idéias e as intenções que nos caracterizem, mas o pensamento, em si, conquanto a força mental seja neutra qual ocorre à eletricidade, é o instrumento genuíno das vibrações benéficas ou negativas que lançamos de nós, sem a apreciação imediata dos outros.

Meditemos nisso, afastemos do campo íntimo qualquer expressão de ressentimento, mágoa, queixa ou ciúme, modalidades do ódio, sempre suscetível de carrear a destruição.
*
Se tens fé em Deus, já sabes que o amor é a presença da luz que dissolve as trevas.
*
Cultivemos a caridade do pensamento.
*
Dá o que possas, em auxílio aos outros, no entanto, envolve de simpatia e compreensão tudo aquilo que dês.
*
No exercício da compaixão, que é a beneficência da alma, revisa o que sentes, o que desejas, o que acreditas e o que falas, efetuando a triagem dos propósitos mais ocultos que te inspirem, a fim de que se traduzam em bondade e entendimento, porque mais dia menos dia, as nossas manifestações mais íntimas se evidenciam ou se revelam, inelutavelmente, de vez que tudo aquilo que colocarmos, no oceano da vida, para nós voltará.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.

14 Maio 2004

Olá pessoal!
Provavelmente, não postarei aqui neste fim de semana.
Então... vou colocar esta mensagem muito bela de EMMANUEL Psicografada por Chico Xavier. Vamos além de ler a mensagem, entendê-la e colocá-la em prática, primeiramente em nossos atos e depois dentro da nossa casa, para que possamos ter, no futuro, uma sociedade, não só justa, mas em paz - PAZ NA CONSCIÊNCIA.
Um abraço para todos e um ótimo final de semana!
Que DEUS nos abençoe

Equipe Luz & Caridade
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VIVER EM PAZ

"...Vivei em paz..."
Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.)


Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para issso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junta da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...

Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.

Ajuda-os, enquanto podes.

Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.

Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Fonte Viva.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
23a edição. Lição 123. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


Folheando o Livro dos Espíritos - Cap.: VII, deparei-me com uma
oportuna questão, capaz de nos remeter a profundas reflexões:
"(Pergunta 768) - O homem, procurando a sociedade, não faz senão obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento um objetivo providencial mais geral? (resposta) - O homem deve progredir. Sozinho, ele não pode porque não tem todas as faculdades; é-lhe preciso o contato dos outros homens. No isolamento, ele se embrutece e se debilita..."

À primeira vista, muitos devem supor que não se inserem neste contexto, tendo em vista toda a diversidade de instituições existentes na atualidade. E por atividade social, deve-se entender não só os aspectos educacionais, políticos e culturais (dentre outros). É importante que exista também um espaço para o exercício da moralidade, ferramenta indispensável para a construção do progresso.

Infelizmente, é justamente o plano da moralidade um dos que mais tem sido relegados hoje em dia, suscitando algumas indagações: Será que as escolas e universidades se comprometem com tal incumbência e estão preocupadas em moldar construtivamente a personalidade dos educandos? Será que o ambiente familiar está minimamente preparado para travar tamanho
desafio?

Contudo, não é o momento para procurarmos culpados. Nós mesmos,inconscientemente, somos cúmplices deste sistema deveras globalizante e neo-liberal ao qual estamos imersos. Voltando à questão inicial, sob o prisma da trajetória histórico-social da humanidade, é fácil percebermos a necessidade imperiosa de convívio social. Tal qual a um náufrago nadando contra a correnteza do progresso, é irracional pensarmos que uma semente
consiga germinar calcada no solo da solidão e da ignorância.

O ambiente de uma Mocidade se desponta como um clima favorável para o jovem, na fase turbulenta em que se encontra, reafirmar seus valores e desenvolver suas potencialidades inatas. Independente de qualquer credo e religião, é inegável reconhecermos a sensibilidade humana e a força espiritual que jazem reprimidas em nosso coração, rogando constante e
veladamente por uma maior liberdade e campo de ação.

Se faz relevante lembrar que jóias de conhecimentos e o tesouro de talentos dos quais detemos só reluzem verdadeiramente quando os compartilhamos humildemente com nossos semelhantes. Muitos ainda insistem em desconhecer todo o esplendor e a magnitude de nosso papel como cristãos.

Apesar das atribulações diárias e o afã do cotidiano que nos consomem sequiosamente, sempre vai restar uma parcela de tempo e espaço para praticarmos o bem e nos engajarmos em atividades edificantes. O mérito da caridade é tanto mais nobre quando o fazemos desinteressadamente. O vigor, o dinamismo e a disposição da juventude podem ser aproveitados e lapidados de
diversas maneiras, sobretudo no campo artístico: música, dança, teatro,poesia, pintura, canto etc.

Tal consideração não implica em termos que abrir mão de nossos passatempos e entretenimentos, porém é imprescindível que avaliemos nossa conduta e aprendamos a gerenciar melhor o tempo. Para aquele que reluta em se desvencilhar do cárcere material e hesita em se aventurar pelas veredas espirituais, basta que faça uma reflexão íntima e sincera sobre a infinidade de chagas que grassam exponencialmente pelo nosso Planeta para conceber o
quanto o bálsamo de sua benção pode ser útil para o próximo.

Portanto, irmãos, devemos descerrar nossos olhos egoísticos e imediatistas, procurando elevar nossa fronte para as dimensões transcendentais de Cristianismo redivivo. Façamos com que o sol do amor se irradie indistintamente e que a luz da caridade possa alumiar o semblante dos necessitados. E acima de tudo, procuremos nos esclarecer e trabalhar digna e conscientemente em prol de um mundo mais justo, solidário e,
essencialmente, menos infeliz.

Encaminhe um adolescente para a mocidade Espírita.
FELICIDADE POSSÍVEL

Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...

Crês que eles são felizes...
*
Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas pertubadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.
*
Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.
*
Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.

* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.


Oi pessoal!!! Desculpa se fiquei algum tempo sem postar mensagens. Queria agradecer a constante visita e o trabalho de divulgação que todos estão prestando à Doutrina Espírita. Queria agradecer a Ana Cecília Mendez, a Luz Violeta, a Karina, a Roberta Araujo, a Seapincess, a Mônica, ao Afonso e especialmente a Lud (que é o amor da minha vida). São por pessoas como vocês que sabemos que vale a pena estar aqui e participar desse trabalho edificante. Beijos no coração de todos!!!! :)

POLÍTICA DIVINA

"Eu, porém, entre vós, sou como aquele que serve." - Jesus. (LUCAS, 22:27.)


O discípulo sincero do Evangelho não necessita respirar o clima da política
administrativa do mundo para cumprir o ministério que lhe é cometido.
O Governador da Terra, entre nós, para atender aos objetivos da política do amor,
representou, antes de tudo, os interesses de Deus junto do coração humano, sem
necessidade de portarias e decretos, respeitáveis embora.
Administrou servindo, elevou os demais, humilhando a si mesmo.
Não vestiu o traje do sacerdote, nem a toga do magistrado.
Amou profundamente os semelhantes e, nessa tarefa sublime, testemunhou a sua
grandeza celestial.
Que seria das organizações cristãs, se o apostolado que lhes diz respeito
estivesse subordinado a reis e ministros, câmaras e parlamentos transitórios?
Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do
amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor.
Ama a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Cessa o egoísmo da animalidade primitiva.
Faze o bem aos que te fazem mal.
Abençoa os que te perseguem e caluniam.
Ora pela paz dos que te ferem.
Bendize os que te contrariam o coração inclinado ao passado inferior.
Reparte as alegrias de teu espírito e os dons de tua vida com os menos
afortunados e mais pobres do caminho.
Dissipa as trevas, fazendo brilhar a tua luz.
Revela o amor que acalma as tempestades do ódio.
Mantém viva a chama da esperança, onde sopra o frio do desalento.
Levanta os caídos.
Sê a muleta benfeitora dos que se arrastam sob aleijões morais.
Combate a ignorância, acendendo lâmpadas de auxílio fraterno, sem golpes de
crítica e sem gritos de condenação.
Ama, compreende e perdoa sempre.
Dependerás, acaso, de decretos humanos para meter mãos à obra?
Lembra-te, meu amigo, de que os administradores do mundo são, na maioria das
vezes, veneráveis prepostos da Sabedoria Imortal, amparando os potenciais econômicos, passageiros e perecíveis do mundo; todavia, não te esqueças das recomendações traçadas no Código da Vida Eterna, na execução das quais devemos edificar o Reino Divino, dentro de nós mesmos.

(Vinha de Luz – Espírito Emmanuel, psicografado Francisco Cândido Xavier)

13 Maio 2004

EM SEU BENEFÍCIO

Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.
*
Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
*
Não se perturbe com o malcriado; O irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.
*
Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.
*
Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.
*
Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
*
Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.
*
Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.
*
Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.
*
Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999

12 Maio 2004

CONQUISTANDO A PAZ

Existem tribulações e tribulações.

Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.

Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.

Vejamos algumas:

a queixa contra alguém;

a reclamação agressiva;

o palavrão desatado pela cólera;

a resposta infeliz;

a frase de sarcasmo;

o conceito depreciativo;

o apontamento malicioso;

o gesto de azedume;

a crítica destrutiva;

o grito de desespero;

o pensamento de ódio;

a lamentação do ressentimento;

a atitude violenta;

o riso escarninho;

a fala da irritação;

o cochicho do boato;

o minuto de impaciência;

o parecer injusto;

a pancada verbal da condenação.
*
Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia.

E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.
*
Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.
*
Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
CEU, 1983.


" Não procures repouso em momentos vazios, inércia simplesmente é começo de angústia." (Emmanuel)

Todas as religiões são parcelas da verdade.

Todas as religiões - caminhos para Deus - são bênçãos e luzes da Humanidade para a Humanidade.

Então, indagar-se-á : Porque o Espiritismo ?

Tentemos esclarecer, porém, que as religiões tradicionais, embora veneráveis, jazem comprometidas com preconceitos de dogmas que, até certo ponto, lhe são necessários à função e à estrutura. No âmbito delas, a criatura se satisfaz, até que a indagação lhe exija vôos para além das constrições impostas pela autoridade humana ou até que a dor estilhace o invólucro de crenças úteis, mas superficiais, no qual se acomoda à estreitezas de vistas.

Desde o século XIX a ciência experimental e filosofia especulativa partiram para novos entendimentos, multiplicando descobertas e invenções que mudaram completamente a face externa dos povos. Entretanto, por outro lado, o sofrimento e a morte continuam os mesmos.

Impõe-se demonstrarão homem que todos os avanços de que dispõe para senhorear a natureza exterior, não o exoneram do auto conhecimento. Para conhecer-nos, porém, com o devido proveito, necessitamos de religião que nos integra na responsabilidade de viver e agir, porquanto, sem religião, o homem não passa da condição de animal aperfeiçoado, impelido a cair no mesmo nível dos animais inferiores.

A DOUTRINA ESPÍRITA é aquele Consolador prometido às criaturas pelo Divino Mestre, consagrado a explicar-lhes, em momento oportuno, as verdades eternas; e, pelas verdades eternas que o Espiritismo nos descortina, sabemos positivamente que não há morte e que a Justiça da Vida funciona acima de tudo, na consciência de cada um. Deus é amor. A vida é imperecível. O espírito é imortal. A Terra é um dos múltiplos lares da imensidade cósmica.

A Humanidade é só uma família. Cada criatura é responsável por si e cada um de nós é artífice do próprio destino.

Devemos a nós mesmos o bem ou o mal, a vitória ou a derrota que nos assinalem os dias.

Temos, assim, na DOUTRINA ESPÍRITA, Religião da Sabedoria do Amor, vigentes em quaisquer plagas do Universo, a restabelecer o nosso reencontro com o Evangelho de Jesus.

De posse dela, qualquer de nós está habilitado a acertar, regenerar, construir, melhorar e aperfeiçoar com o bem, onde, como e quando quiser.

Na porta da luz da Nova Revelação, estamos defrontados pela presença renovadora do Cristo de Deus.

Sigamos adiante com Ele e, segundo a promessa d'Ele próprio, o amor guiar-nos-á para a luz e a verdade nos fará livres.

Emmanuel

11 Maio 2004

AMIGO INGRATO

Causa-te surpresa o fato de ser o teu acusador de agora, o amigo aturdido de ontem, que um dia pediu-te abrigo ao coração gentil e ora não te concede ensejo, sequer, para esclarecimentos.

Despertas, espantado, ante a relação de impiedosas queixas que guardava de ti, ele que recebeu, dos teus lábios e da tua paciência, as excelentes lições de bondade e de sabedoria, com as quais cresceu emocional e culturalmente.

Percebes, acabrunhado, que as tuas palavras foram, pelo teu amigo, transformadas em relhos com os quais, neste monmento, te rasga as carnes da alma, ele, que sempre se refugiou no teu conforto moral.

Reprocha-te a conduta, o companheiro que recebeste com carinho, sustentando-lhe a fragilidade e contornando as suas reações de temperamento agressivo.

Tornou-se, de um para outro momento, dono da verdade e chama-te mentiroso.

Ofereceste-lhe licor estimulante e recebes vinagre de volta.

Doaste-lhe coragem para a luta, e retribui-te com o desânimo para que fracasses.

Ele pretende as estrelas e empurra-te para o pântano.

Repleta-se de amor e descarrega bílis na tua memória, ameaçando-te sem palavras.

*

Não te desalentes!

O mundo é impermanente.

O afeto de hoje torna-se o adversário de amanhã.

As mãos que perfumas e beijas, serão, talvez, as que te esbofetearão, carregadas de urze.

*

Há mais crucificadores do que solidários na via de redenção.

Esquecem-se, os homens, do bem recebido, transformando-se em cobradores cruéis, sem possuírem qualquer crédito.

Talvez o teu amigo te inveje a paz, a irrestrita confiança em Deus, e, por isto, quer perturbar-te.

Persevera, tranqüilo!

Ele e isto, esta provação, passarão logo, menos o que és, o que faças.

Se erraste, e ele te azorraga, alegra-te, e resgata o teu equívoco.

Se estás inocente, credita-lhe as tuas dores atuais, que te aprimoram e te aproximam de Deus.

*

Não lhe guardes rancor.

Recorda que foi um amigo, quem traíu e acusou Jesus; outro amigo negou-O, três vezes consecutivas, e os demais amigos fugiram dEle.

Quase todos O abandonaram e O censuraram, tributando-Lhe a responsabilidade pelo medo e pelas dores que passaram a experimentar. Todavia, Ele não os censurou, não os abandonou e voltou a buscá-los, inspirá-los e conduzi-los de volta ao reino de Deus, por amá-los em demasia.

Assim, não te permitas afligir, nem perturbar pelas acusações do teu amigo, que está enfermo e não sabe, porque a ingratidão, a impiedade e a indiferença são psicopatologias muito graves no organismo social e humano da Terra dos nossos dias.

* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1990.


"FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO"

Caridade: benevolência para com todos, indulgência para
as imperfeições dos outros, perdão das ofensas. (LE, 886)


DOUTRINA ESPÍRITA ou ESPIRITISMO


O que é?

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

“O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”
Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)

“O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI – 4)

O que revela?

Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

Sua abrangência

Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.

Seus ensinos fundamentais

Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.

A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.

A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. é este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.
--- o ---

PRÁTICA ESPÍRITA

Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.

A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.

Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.
--- o ---


“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei.”


--- o ---


“Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”


--- o ---


O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental
para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

10 Maio 2004

NOSSO PAI

Quando acordamos para a razão, descobrimos os traços vivos da Bondade de Deus, por toda parte.

Seu imenso carinho para conosco está no Sol que nos aquece, dando sustento e alegria a todos os seres e a todas as coisas; nas nuvens que fazem a chuva para o contentamento da Natureza; nas águas dos rios e das fontes, que deslizam para o benefício das cidades, dos campos e dos rebanhos; no pão que nos alimenta; na doçura do vento que refresca; na bondade das árvores que nos estendem os galhos dadivosos, em forma de braços ricos de bênçãos; na flor que espalha perfume na atmosfera; na ternura e na segurança de nosso lar; na assistência dos nossos pais, dos nossos irmãos e dos nossos amigos que nos ajudam a vencer as dificuldades do mundo e da vida, e na providência silenciosa, que nos garante a conservação da saúde e da paz espiritual.

Muitos homens de ciência pretendem definir Deus para nós, mas, quando reparamos na proteção do Todo-Poderoso, dispensada aos nossos caminhos e aos nossos trabalhos na Terra, em todos os instantes da vida, somos obrigados a reconhecer que o mais belo nome que podemos dar ao Supremo Senhor é justamente aquele que Jesus nos ensinou em sua divina oração: “Nosso Pai”.

* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso.
Ditado pelo Espírito Meimei.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


07 Maio 2004

AMOR MATERNO


Em dezembro de 1988, em Leninakan, cidade da República da Armênia, um grande terremoto ceifou nada menos de 25 mil vidas, destruindo extensa região do seu território.

Uma mulher de apenas 26 anos, Suzanna Petrosyan ficou soterrada por quase oito dias com sua filhinha de 4 anos de idade.

O relato é comovedor. Suzanna, imobilizada de costas, bastante contundida, tinha acima de sua cabeça uma grande placa de concreto com 50 cm e um cano de água caído sobre um de seus ombros, que a impediam de se pôr de pé.

O frio era rigoroso. A filhinha, agarrada à mãe, pediu: “mamãe, estou com sede. Por favor, mamãe.”

Suzanna conseguiu mexer um braço e encontrou um pote de geléia de framboesa, que caíra de um armário da cozinha. Mas, o doce durou pouco e a criança continuou com vontade de beber.

Percebendo que a menina estava cada vez mais fraca e gemia baixinho, Suzanna, desesperada, julgou que a filha ia morrer de sede.

Não tinha nada para lhe dar, nem água, nem líquido algum. Foi quando se lembrou do seu sangue. Mesmo com os dedos endurecidos pelo frio, ela tateou até achar o pote de geléia. Quebrou-o e com um dos cacos de vidro, cortou o dedo indicador, dando-o à filha para sugar.

Mas as poucas gotas de sangue não foram suficientes: “quero mais, mamãe. Quero mais”, choramingava a menina.

Suzanna condoída e angustiada, fez mais talhos na mão, apertando os dedos para aumentar o fluxo de sangue.

Admitiu a idéia de que iria morrer, mas queria ao menos salvar a filha. Apesar da temperatura baixíssima, mesmo assim soterrada, lutou até tirar as roupas, para com elas agasalhar a garota.

Com um pedaço de pano encontrado no chão, improvisou também uma espécie de cama para a menina.

Os dias se passavam, e os pedidos da criança, querendo beber algo, eram cada vez mais insistentes. Suzanna continuou a doação de sangue, lembrada de que certo explorador do ártico assim manteve vivo um companheiro desmaiado.

Ante o suplício dessa tão dolorosa situação e tamanho sufoco, chegou até a perder a noção do tempo e não sabia do dia em que havia cortado os dedos.

Em meio às alucinações que passou a ter, via mesas repletas de comidas e bebidas. Gritava de vez em quando, pedindo socorro, embora sem nenhuma perspectiva, de ser ouvida.

Contudo, no dia 14 de dezembro, quase oito dias depois de soterradas, equipes de resgate ouviram gritos, e removendo uma laje, retiraram dos escombros Suzanna e a filha.

Ambas estavam salvas e foram transportadas de helicóptero para a capital da República da Armênia.

Graças a um coração de mãe que priorizou a salvação da filha, em detrimento da própria vida...

***

Além da maternidade biológica, as verdadeiras mães fazem-se mães espirituais dos seus rebentos. Moldam-lhes os caracteres, educando-os.

Para o desempenho desse mister, acompanham os seus passos, desfazem as suas dúvidas, lhes dão o bem-estar de que elas mesmas nem sempre usufruem.

De todas as facetas do amor, o amor materno é dos mais sublimes. Nele se encontram significativos testemunhos de abnegação e devotamento aos filhos que vão, quase sempre, além do imaginável.

Parece que Deus, ao criar os espíritos fadados a serem mães os dota de um maior teor de sentimento e lastro de esmerada sensibilidade.


Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado no artigo de passos lírio “Comovente caso de amor materno”, da revista Reformador de maio-02.
À MÃE CRISTÃ

O mundo será feliz
quando a mulher, sem receio,
abrir a porta da casa
aos órfãos do lar alheio.
(Irene Sousa Pinto)

Mãe feliz, aguça o ouvido
ante os que vão sem ninguém...
Cada pequeno esquecido
é teu filhinho também.
(Rita Barém de Melo)

Não olvides que a criança,
no caminho, vida a fora,
vai devolver-te, mais tarde,
o que lhe deres agora.
(Casimiro Cunha)

Mãezinha - planta celeste,
anjo que chora sorrindo -,
teu filho é a flor que puseste
no ramo de um sonho lindo.
(Meimei)

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Pai Nosso.
19a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


Mais uma para as Mães...

Carta às Mães


Minha irmã, se Deus te deu

A luz da maternidade,

Deu-te a tarefa divina

De renúncia e da bondade.



Busca imitar no caminho

A Rosa de Nazaré,

Irradiando o perfume

De amor, de humildade e fé.



Lembra sempre em tua estrada,

Que a paz de tua missão

É feita dessa ternura

Que nasce do coração.



Contempla em cada filhinho

Um luminoso sorriso

Da alegria dolorosa

Que te leva ao paraíso.



Porque, ser mãe, minha irmã,

É ser prazer sobre as dores,

É ser luz, embora a estrada

Tenha sombras e amargores.



Ser mãe é ser energia

Que domina os escarcéus.

É ser nas mágoas da Terra

Um sacrifício dos céus.



Pensa nisso e não duvides

Da grande misericórdia,

Que te deu na senda escura

A lâmpada da concórdia.


Ouve ainda. Tem cuidado

Com o teu próprio coração.

Não deixe que se transforme

O teu amor em paixão.



Muita vez, a mãe terrestre

Em vez de salvar, condena,

Porque do amor que redime

Faz a paixão que envenena.



Há muitas mães nos Espaços

Chorando na desventura,

Os perigosos desvios

De sua imensa ternura.



Ama o filho de outra mãe

Qual se fora teu também,

E estarás santificando

Teu lar nas luzes do Bem.



Castiga amando o teu filho

Em teu carinho profundo.

Prefere o teu próprio ensino

Às tristes lições do mundo.



Recorda que está contigo

A missão de renovar,

De corrigir perdoando,

De esclarecer e ensinar.



Nos teus exemplos repousa

A esperança do senhor,

Que há de salvar este mundo

por meio de teu amor.



Cassimiro Cunha



Livro “Cartas do Evangelho” psicografia de Francisco Cândido Xavier.


06 Maio 2004

Hoje trago a vocês uma mensagem psicografada por um grande amigo. José Maurício de Castro foi um irmão que esteve intimamente em meu lar, sendo ele meu padrasto durante os 4 anos que viveu com minha mãe, e trazendo consigo diversas riquezas morais, com as quais nos ajudou a nos firmar na senda do bem. Hoje o mesmo se encontra na Pátria Espiritual, e de lá com certeza deve estar sorrindo por ver que os frutos ao qual ajudou a fertilizar, já estão dando belos frutos. Um abraço irmão Maurício e um beijo no coração de todos.

Amigos e irmãos

Há meses, abrigastes meu espírito em vossa estação de pronto-socorro espiritual.
E volto para trazer-vos notícias.
Simples é meu caso.
Entretanto, é uma lição e todas as lições que falam de perto aos vivos acordados depois da morte certamente interessam aos que jazem, por enquanto, adormecidos na carne.
Minha derradeira máscara física, era a de um pobre homem, que tombou na via pública, ainda jovem aos 30 anos, num desastre de caminhão, do qual era motorista, no dia 03 de março de oitenta e nove e hoje rememorado por minha mãezinha Maria da Glória, fui levado ao Hospital da Cia Siderúrgica Nacional, em que o Dr. Gilson Souza Lima tentou e não conseguiu me salvar devido ao politraumatismo do acidente, a hemorragia interna que provocou a anemia aguda.
Logo após, sei também agora, que meus corpo foi conduzido à laje úmida, não conseguia falar e nem ver, contudo não distante a inércia meus sentidos da audição e do olfato, tanto quanto a noção de mim mesmo estavam vigilantes.
Impossível para mim descrever-vos o pavor de um morto vivo.
Depois de muitas horas de expectação e agonia moral, carregaram-me seminu para uma câmara fria.
Suportei o ar gelado, gritando intimamente sem que a minha boca hirta obedecesse.
Não posso enumerar as horas de aflição que me pareceram intermináveis.
Após algum tempo, fui vestido e transportado para um caixão cujo a tampa foi fechada e a escuridão revigorou e me senti sendo transportado por algum veículo durante momentos, ou seja, aproximadamente uma hora.
Ao abrirem a tampa da urna, compreendi-me cercado de muita gente, ouvi choros e lamentos, gritos e blasfêmias contra Deus e após esses primeiros momentos, houve um silêncio e novamente as pessoas que estavam naquele local, entraram em animada conversação que primava pela indiferença à minha dor.
Inutilmente procurei reagir.
Achava-me cego, mudo e paralítico.
Assinalava, porém, as frases inerentes em torno e conseguia ajuizar, quanto à posição dos grupos a se dispersarem junto a mim...
Para minha tortura ainda maior, venho-me a memória, em minha tela mental o Hospital, e o Dr. Gilson e então relembrei quando a lâmina afiada me rasgava o abdome.
Protestei com mais força, no imo de minha alma, no entanto, minha língua fazia imóvel.
Tolerando padecimentos inenarráveis, recordei também, que me abriram o tórax e me massagearam o coração.
Em seguida um choque medonho no crânio fez-me perder a noção de mim mesmo e desprendi-me, enfim daquele fardo de carne viva e inerte, fugindo horrorizado daquele local o qual se fora um cão hidrófobo sem rumo...
Não tenho palavras para expressar a perturbação a que me reduzira,
E, até agora, não sou capaz de imaginar, com exatidão, as horas que despendi na correria martirizante.
Trazido após alguns anos, porém, à vossa casa, suave calor me regenerou o corpo frio.
Escutei as vossas advertências e orações ...
E braços piedosos de enfermeiros abnegados conduziram-me de maca a um hospital que funciona como santa retaguarda, alem do campo em que sustentais abençoada luta.
Banhado em águas balsâmicas, aliviaram-me as dores.
Transcorridos alguns dias, implorei o favor de vir ao vosso convívio, neste vosso núcleo de prece, solicitando-vos cooperação de maneira ainda não identificável para que todos os cadáveres, constrangidos aos tormentos da autópsia ou que desencarnam durante uma cirurgia após sofrerem acidente de trânsito, por batida ou atropelamento, recebessem, por misericórdia, o socorro de injeções anestésicas, antes as intervenções cirúrgicas, para que as almas ainda não desligadas, conseguissem superar o pavor cadavérico, que depois da morte, é muito mais aflitivo que a própria morte em si.
Em resposta porém, à minha alegação, um de vossos amigos espirituais e mentor no centro, que considero agora também por meus amigos e benfeitores, numa simples operação mento magnética, mergulhou-me no conhecimento da realidade e vi-me, em tempo recuado, envergando o chapéu de um feitor de escravos em terras longínquas das Minas Gerais.
O chicote investia-me da posse de larga autoridade.
Revi-me, numa noite de festa, determinando que um dos escravos, ao qual retivera em meu ser, um verdadeiro ódio contra ele, e por mero capricho de meu orgulho, fosse lançado em plena nudez num pátio gélido da fazenda, num dos piores invernos de Maria da Fé, no Sul de Minas.
Ao amanhecer, recomendei lhe furtassem os olhos.
Mandei algemá-lo qual se fora um potro selvagem, embora clamasse compaixão...
Impassível, ordenei fosse ele esfolado vivo...
Depois, quando o infeliz se debatia nas vascas da morte, decidi fosse o seu crânio aberto, antes de entregue aos abutres, em pleno campo...
Exigi, ainda, lhe abrissem o abdome e o tórax...
Reclamei-lhe o coração numa bandeja de prata...
O toque magnético impusera-me o conhecimento de minha dívida pretérita.
As reminiscências de sucessos tão tristes confortavam-me e humilhavam-me ao mesmo tempo.
Em pranto, nas fibras mais íntimas, indaguei dos mentores que me cercavam - será então a justiça assim tão implacável? Onde o amor nos fundamentos da vida?
Foi quando alguém que para vós aqui se movimenta, à feição de generoso amigo de todos, trouxe-me a minha presença os vovôs Maria Petronilha e Antônio Maurício Ramos acompanhados, para minha maior felicidade, de minha mãezinha amada, Maria da Glória Ramos da Silva. E do paizinho, Luiz Pereira. Foi quando lembrei-me que minha mãezinha havia desencarnado em 29 de Setembro de Oitenta e Um, no hospital Santa Margarida, e ela me explicou que sua morte decorrida do choque cardiogênico e que o Dr. José Guimarães Feliz da Silva nada pode fazer, apesar de seus 46 anos foi sua entrada na Pátria Espiritual às 3:30 horas, resgatando, também assim, seus débitos passados. E através desses meus amados, foi explicado-me com bondade, que eu tinha vivido na indiferença e a ociosidade atrai sobre nós, com mais pressa as conseqüências de nossas faltas. É por essa razão que a justiça funcionou matematicamente para comigo, já que não chamei a luz do amor ao campo de meu destino.
Compreendi então, que se houvesse amado, cultivando a árvore da fraternidade, decerto que outras sementes, outras energias e outros recursos teriam interferido em minha grande tragédia, atenuando-me o sofrimento indescritível.
É por isso que, como lembrança, trago-vos a lição de meu passado - presente, com a afirmação de que tudo farei para aproveitar os favores que estou recolhendo na minha atual situação espiritual, recordando a vós outros; e talvez seja este o único ponto valioso de minha humilde visitação, a palavra escrita no evangelho, quando nos deixa entrever que só o amor é capaz de cobrir a multidão de nossos pecados.
Os dados sobre o meu desencarne e de minha mãe em Volta Redonda que vos foram fornecidos por permissão de nossos mentores, e para que a prova física, tão necessária aos encarnados, seja verificada e assim possam dar crédito a esse meu aviso, embora tardio, seja foco de mudança de vida para muitos irmãos que caminham ainda na contramão nas estradas da vida.
Que a humildade e o serviço, a boa vontade e as boas obras nos orientem o caminho, em nossa riqueza do saber, porque, com semelhante material, edificaremos o elevado destino que nos aguarda no grande porvir, para escoltar a justiça consoladora; a justiça que é também misericórdia de nosso Pai.
Pedindo a caridade de suas preces e vibrações do Amor que nos une,

Rogério Antônio Ramos da Silva.

(Todos os dados contidos nessa psicografia foram pesquisados e confirmados)
MÃE SOZINHA

Dizem "mulher da alegria",
Quando ela passa na rua;
A pobre mãe continua,
Os olhos fitos no chão!...
Quanto fel, quanta agonia
Nessa mulher que condenas!...
Ninguém lhe conhece as penas
Cravadas no coração.

Tristeza no desconforto,
Sem palavra que a revele,
Trapos dourados na pele,
Traz a angústia por dever.
Viúva de um vivo morto,
Ei-la que segue sozinha,
Tem ao longe, a pobrezinha,
Um filho quase a morrer.

Já bateu a tanta porta,
Já pediu a tanta gente!...
Dói-lhe a ferida pungente
De ter sido mãe sem lar;
Abatida, semimorta,
Apenas vê no caminho
A febre e a dor do filhinho
Que a morte lhe quer roubar.

Tu que cresceste na estrada,
Desde o berço de ouro e rendas,
Entre mimos e oferendas
De paz, segurança e luz,
Fita essa mãe desolada,
Na penúria que a consome...
Talvez que ela tenha fome
Ao peso da própria cruz.

Não lhe zombes da amargura,
Também foi criança, um dia,
Brincava, estudava e ria,
Rosa ao fulgor da manhã;
Também foi bela e foi pura,
Hoje, nas mágoas que trilha,
Podia ser nossa filha
Assim como é nossa irmã.

Mãe na dor!... Bendita seja!...
Escrava de toda hora,
Honra as lágrimas que chora,
Nas dores por onde vai!...
Sem esposo que a proteja,
Sem arrimo, sem tutela,
Em Deus que sofre com ela
Encontra a Bênção de Pai.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Caridade.
Ditado pelo Espírito Irene de Souza Pinto.
Araras, SP: IDE, 1978.


Como o dia das Mães está chegando vai ae uma poesia em homenagem a elas...
=o)

AMOR E VIDA
Amor - sublime palavra
Do idioma da renúncia,
Que nos faz estremecer,
A sua simples pronúncia!

Amor que encontrei, de fato,
Sobre a estrada percorrida
Foi amor de minha Mãe,
Que me deu a própria vida.

No coração de quem ama,
A mágoa não tem lugar,
Pois quem ama realmente
Não tem o que perdoar.

O Amor é uma flor singela
Que cresce esquecida ao chão...
Quanto mais pisoteada,
Mais perfuma o coração.

O coração do poeta
É uma voz que se levanta...
Sob a regência da dor:
Quanto mais sofre, mais canta.

O poeta é um solitário
Que vive cantando a esmo...
Cantando as dores do mundo,
Canta as dores de si mesmo.

Um simples prato de sopa
Que se dê, seja a quem for,
No Dicionário de Deus
Recebe o nome de Amor!

De joelho no Calvário,
O Amor Materno aprovava
O Filho crucificado
Que aos algozes perdoava...

Se a Vida, para vencê-la,
Não fosse o bastante forte,
O Amor da Mãe pelos filhos
Venceria a própria morte!

A Verdade sem Amor,
Dita pelos falsos sábios,
Transforma a língua dos homens
Num punhal aos próprios lábios!

Eurícledes Formiga e João Cabete
Do livro "Para Sempre", psicografado por Carlos A. Baccelli

05 Maio 2004

Medicina Pioneira
Richard Simonetti


- Ah!. doutor!. Eu queria tanto ter saúde, a fim de ser um pouquinho feliz!. – suspirava aquela senhora que se habituara a percorrer os consultórios médicos, presa de distúrbios diversos.


- Minha filha - responde bondosamente o experiente facultativo -, esse é o erro de muita gente, porque não se trata de procurarmos ter saúde para ser feliz, e, sim, de procurarmos ser felizes para ter saúde. Somente as pessoas em paz com a Vida, que guardam a euforia de viver, desfrutam do equilíbrio físico e mental que todos almejamos.

- Mas doutor!. como manter a euforia de viver, se a cada instante sou contrariada por aqueles que me rodeiam? Como sentir-me em paz com a existência se nunca concretizei meus sonhos? É impossível ensaiar sorrisos, se pisamos espinhos!

- Você não sabe o que é felicidade. Julga que ser feliz é ver atendidos todos os seus desejos e necessidades. Ainda que isso acontecesse, continuaria infeliz, porque novos desejos e novas necessidades surgiriam. Quando nos acostumamos a pensar muito em nosso bem-estar, tornamo-nos insaciáveis. A felicidade não é oferta gratuita da Vida. Ser feliz é uma
arte a exigir esforço e dedicação para que a dominemos. Poucos o conseguem porque os homens ainda se portam como crianças, acostumadas a bater os pés e reclamar em altas vozes quando não lhes dão o brinquedo desejado.

- Talvez tenha razão. E se for assim, como tornar-me adulta? Diga-me, também, o que revela a maturidade no indivíduo.- É simples. Crescemos emocionalmente quando aprendemos a olhar dentro de nós mesmos, esforçando-nos por eliminar o que há de errado. Se formos sinceros e usarmos da mesma acuidade que nos permite enxergar facilmente as
deficiências alheias, acabaremos por identificar o mal maior de nossa personalidade, o grande culpado de nossa infelicidade. Chama-se egoísmo, o sentimento desajustante que nos faz pensar muito em nós mesmos, com total esquecimento dos outros; que faz exijamos respeito, afeto, compreensão, sem oferecê-los a ninguém. A partir do instante em que, sentindo o imenso prejuízo que o egoísmo nos impõe, buscamos eliminá-lo, começamos a ser adultos.

E o homem adulto, aquele que saber ser feliz, é o que tem plena consciência de suas responsabilidades diante da Vida e da sociedade em que vive, observando-as integralmente.

É o que jamais cogita em edificar um oásis particular, isolado dos sofrimentos e das misérias alheias, pois compreende que a solidariedade é dever elementar, indispensável à edificação da paz no Mundo, e à preservação da tranqüilidade na consciência.

É, enfim, o que observa, plenamente, o velho ensinamento da sabedoria oriental: Quando nasceste, todos sorriam e só tu choravas. Procura viver deforma que, quando morreres, todos chorem e só tu sorrias!

Esta entrevista hipotética define bem o esforço pioneiro de alguns médicos esclarecidos, conscientes de que muito mais eficiente que prescrever medicamentos para o corpo é cuidar do Espírito.

Os pacientes deixam seus consultórios com interessantes receitas: integrar-se em instituições de assistência social; participar de campanhas que visem ao bem-estar da coletividade; recolher livros para hospitais e prisões; angariar fundos para instituições socorristas; visitar doentes; atender necessitados, adotar órfãos.

Estes maravilhosos pioneiros colocam em prática as lições inesquecíveis de Jesus, que há dois mil anos já ensinava: a fórmula mágica do equilíbrio e da alegria é fazermos ao nosso semelhante o bem que desejaríamos nos fosse feito.( 30-07-2001)

Artigo retirado do site www.febnet.org.br/paz

04 Maio 2004

ORAÇÃO

Deus, não consinta que eu seja o carrasco que sangra
as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes,
e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos
Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade;
se me deres a força, não me tires a sensatez;
se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia,
conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas,
para não enxergar a traição dos adversários,
nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo.
Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória,
quando bem sucedido e nem desesperado quando sentir insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso
poderá proporcionar um progresso maior.

Ó Deus!
Faz-me sentir que o perdão é maior índice da força,
e que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança.
Se me faltar a beleza da saúde, conforta-me com a graça da fé.
E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes,
cria em minha alma a força da desculpa e do perdão.
E finalmente Senhor, se eu Te esquecer,
te rogo mesmo assim, nunca Se esqueças de mim!

Autor Desconhecido

Retirada do Site-> http://jeornelas.blog.uol.com.br/index.html
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PS-> Thiago, desculpas - Sei que combinamos uma mensagem diária, mas essa oração é muito Bonita e não resisti.


OUÇAMOS ATENTOS


"Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça." - Jesus. (MATEUS, 6:33.)


Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram
dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.
Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução
aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de
sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.
Raros aceitam as condições do discipulado.
Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.
Querem ser favoritos de Deus.
Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos participes, não
obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.
Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e
redentora.
Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada,
acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: "Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça."

(Vinha de Luz – Espírito Emmanuel, psicografado Francisco Cândido Xavier)
APARÊNCIAS

Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.

*
Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.

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Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.

*
Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.

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Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.

*
Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.

*
Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.

*
Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.

*
Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.

*
Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

03 Maio 2004

Antecipando para vocês o tema do EJE-VR desse ano que vai ser "Saulo, Saulo Porque me persegues?" vamos falar um pouco sobre esse grande exemplo de seguidor do Cristo, abraços para todos

Era inicialmente chamado de Saulo, nascido na cidade de Tarso, capital da província romana da Cilícia, fabricante de tendas. Depois de Jesus, é considerado a figura mais importante do cristianismo.

Era um judeu da Diáspora (Dispersão), de uma importante e rica família. Começou a receber aos 14 anos a formação rabínica, sendo criado de uma forma rígida no cumprimento das rigorosas normas dos fariseus, classe religiosa dominante daquela época, e ensinado a ter o orgulho racial tão peculiar aos judeus da antiguidade.

Quando se mudou para Jerusalém, para se tornar um dos principais dos sacerdotes do Templo de Salomão, deparou-se com uma seita iniciante que tinha nascido dentro do judaísmo, mas que era contrária aos principais ensinos farisaicos.

Dentro da extrema honestidade para com a sua fé e sentindo-se profundamente ofendido com esta seita, que se chamava cristã, começou a persegui-la, culminando com a morte de Estêvão, diácono grego e grande pregador cristão, que foi o primeiro mártir do cristianismo.

No ano de 32 D.C., dois anos após a crucificação de Jesus, Saulo viajou para Damasco atrás de seguidores do cristianismo, principalmente de um, que se chamava Barnabé. Na entrada desta cidade, teve uma visão de Jesus, que em espírito lhe perguntava: "Saulo, Saulo, por que me persegues?". Ficou cego imediatamente e, entrando na cidade, foi curado pelo mesmo Barnabé, sendo assim convertido ao cristianismo, mudando o seu nome para Paulo.

Paulo, a partir de então, se tornaria o "Apóstolo dos Gentios", ou seja, aquele enviado para disseminar o Evangelho para o povo não judeu.

Em 34 D.C., foi a Jerusalém, levado por Barnabé, para se encontrar com Pedro e Tiago, líderes da principal comunidade cristã até então.

Durante 16 anos , após sua conversão, ele pregou no vale do Jordão, na Síria e na Cilícia. Foi especialmente perseguido pelos judeus, que o consideravam um grande traidor.

Fez quatro grandes viagens missionárias: 1ª Viagem (46-48 D.C.), 2ª Viagem (49-52 D.C.), 3ª Viagem (53-57 D.C.), 4ª Viagem (59-62 D.C.), sendo que na última foi à Roma como prisioneiro, para ser julgado, e nunca mais retornou para a Judéia.

Certamente escreveu inúmeras cartas, mas somente 14 destas chegaram até nós, chamadas de Epístolas Paulinas, que são:

Epístola aos Romanos;
1ª e a 2ª aos Coríntios;
aos Gálatas; aos Efésios,
aos Filipenses;
aos Colossenses;
1ª e a 2ª aos Tessalonicenses;
1ª e 2ª a Timóteo;
a Tito;
a Filemon e
aos Hebreus.
Através de suas cartas, Paulo transmitiu às comunidades cristãs e aos seus discípulos uma fé fervorosa em Jesus Cristo, na sua morte e ressurreição. A esta fé soma-se um fator fundamental: o seu temperamento, que era passional, enérgico, ativo, corajoso e também capaz de idéias elevadas e poéticas.

No ano de 64 D.C., foi morto pelas Legiões Romanas, nas perseguições aos Cristãos instauradas por Nero, depois do grande incêndio de Roma.
CHEFIA E SUBALTERNIDADE

Não olvidar que o chefe é aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.

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A melhor maneira de reverenciar a quem dirige, será sempre a execução fiel das próprias obrigações.

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Quem administra efetivamente precisa da colaboração de quem obedece, mas se quem obedece necessita prestar atenção e respeito a quem administra, quem administra necessita exercer bondade e compreensão para quem obedece, a fim de que a máquina do trabalho funcione com segurança.

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Orientar é devotar-se.

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Aquele que realmente ensina é aquele que mais estuda.

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Um chefe não tem obrigação de revelar ao subordinado os problemas que lhe preocupam o cérebro, tanto quanto o subordinado não tem o dever de revelar ao chefe os problemas que porventura carregue no coração.

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Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
49a edição. Uberaba-MG: CEC, 2001.