26 Julho 2004

Respostas à Pressa
 
Evite a impaciência. Você já viveu séculos incontáveis e está diante de milênios sem-fim.
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Guarde a calma. Fuja, porém, à ociosidade, como quem reconhece o decisivo valor do minuto.
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Semeie o amor. Pense no devotamento dAquele que nos ama desde o princípio.
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Guarde o equilíbrio. Paixões e desejos desenfreados são forças de arrasamento na Criação Divina.
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Cultive a confiança. O Sol reaparecerá amanhã, no horizonte, e a paisagem será diferente.
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Intensifique o próprio esforço. Sua vida será o que você fizer dela.
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Estime a solidariedade. Você não poderá viver sem os outros, embora na maioria dos casos possam os outros viver sem você,
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Experimente a solidão, de quando em quando; Jesus esteve sozinho, nos momentos cruciais de sua passagem pela Terra.
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Dê movimento construtivo, às suas horas. Não converta, no entanto, a existência numa torre de Babel.
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Renda culto fiel à paz. Não se esqueça, todavia, de que você jamais viverá tranqüilo sem dar paz aos que pisam seu caminho. 
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.Ditado pelo Espírito André Luiz.Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

23 Julho 2004

Boa tarde pessoal! Quero pedir desculpas à todos que visitam nosso blog... Izabela, Vera Stefanello, Úrsula, Helo, Karina, dentre tantos outros... e queria dizer que em breve estarei com minha internet funcionando e visitarei os blogs de vocês. Beijos no coração de todos e valew Fabão por manter o blog atualizado. Fui!!!

O Evangelho segundo o Espiritismo

Os tormentos voluntários

23. Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar. Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos,
com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas. Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? - Fénelon. Lyon, 1860. (CAPÍTULO V - BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS)

21 Julho 2004

SER E PARECER

A essência, o ser em si mesmo, constitui a individualidade, que avança mediante o processo reencarnatório, adquirindo experiências e desenvolvendo as aptidões que lhes jazem inatas, heranças que são da sua origem divina.
A expressão temporária, adquirida em cada existência corporal, com as suas imposições e necessidades, torna-se a personalidade de que se reveste o Espírito, a fim de atingir a destinação que o aguarda.
*
A primeira tem o sabor da eternidade, enquanto a outra é transitória.
No âmago do ser encontra-se a vida pulsante, imorredoura, embora, na superfície, a aparência, o revestimento, quase sempre difere da estrutura que envolve.
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A individualidade resulta da soma das conquistas, através do êxito como do insucesso, logrados ao largo das lutas que lhe são impostas.
A personalidade varia conforme a ocasião e as circunstâncias, os interesses e as ambições.
Esta passa, enquanto aquela permanece.
*
Máscara, forma de aparecer, a personalidade se adquire sem transformação substancial, profunda, ocultando, na maioria das vezes, o que se é, o que se pensa, o que se aspira.
Legítima, a individualidade se aprimora, qual diamante que fulge ao atrito abençoado do cinzel.
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A personalidade extravasa, formaliza, apresenta.
A individualidade aprimora, realiza, afirma.
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À medida que o ser evolui, mergulha no mundo íntimo, introspectivamente, desenvolvendo os valores que dormem em embrião e se agigantam.
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O exterior desgasta-se e desaparece.
O interior esplende e agiganta-se.
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A semente que morre semente, não viveu, não realizou a missão que lhe estava reselvada: multiplicar e produzir vida.
A gema, sem lapidação, jamais fulgura.
Faze a tua indagação à vida, em torno da tua destinação.
Quem és hoje e o que pretendes alcançar?
Cansado da aparência, realiza-te intimamente e desata as aptidões superiores que aguardam oportunidade e cresce para as finalidades elevadas da Vida.
Tenta ser, por fora, conforme evoluis por dentro, sendo a pessoa gentil, mas nobre, fulgurante e abnegada, afável, todavia leal.
Tua aparência, seja também tua realidade, esforçando-te, cada vez mais, para conseguir a harmonia entre a individualidade e a personalidade, refletindo os ideais de beleza e amor que te vitalizam.

*  *  *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.Salvador, BA: LEAL, 1988.

http://www.fotolog.net/comeerj

20 Julho 2004

BOM ÂNIMO


Hoje experimentas maior soma de aflições. Observaste a grande mole dos sofredores: mães desnutridas apertando contra o seio sem vitalidade filhos, misérrimos, desfalecidos, quase mortos; mutilados que exibiam as deformidades à indiferença dos passantes na via pública; aleijões que se ultrajavam a si mesmos ante o desprezo a que se entregavam nos "pontos" de mendicância em que se demoram; ébrios contumazes promovendo desordens lamentáveis; enfermos de vária classificação desfilando as misérias visíveis num festival de dor; jovens perturbados pela revolução dos novos conceitos e vigentes padrões éticos; órfãos...

Pareceu-te mais tristonha a paisagem humana, e consideras mentalmente os dramas íntimos que vergastam o homem, na atual conjuntura social, moral e evolutiva do Planeta.

Examinas as próprias dificuldades, e um crepúsculo de sobras lentamente envolve o sol das tuas alegrias e esperanças.

Não te desalentes, porém.

O corpo é oportunidade iluminava mesmo para aqueles que te parecem esquecidos e que supões descendo os degraus da infelicidade na direção do próprio aniquilamento.

Nascer e morrer são acidentes biológicos sob o comando de sábias leis que transcendem à compreensão comum.

Há, no entanto, acompanhando todos os caminhantes a forma carnal, amorosos Benfeitores interessados na libertação deles. Não os vendo, os teus olhos se enganam na apreciação; não os ouvindo, a tua acústica somente registra lamentos; não os sentindo, as parcas percepções de que dispões não anotam suas mãos quais asas de caridade a envolvê-los e sustentá-los.

Perdido em meandros o rio silencioso e perseverante se destina ao mar. Agita e submissa nas mãos do oleiro a argila alcança o vaso precioso. Sofrido o Espírito nas malhas da lei redentora atinge a paz.

Ante a sombra espessa da noite não esqueças o Sol fulgurante mais além. E aspirando o sutil aroma de preciosa flor não olvides a lama que lhe sustenta as raízes...

Viver no corpo é também resgatar.

O Espírito eterno, evoluindo nas etapas sucessivas da vestimenta carnal, se despe e se reveste dos tecidos orgânicos para aprender e sublimar.

Numa jornada prepara o sentimento, noutra aprimora a emoção, noutra mais aperfeiçoa a inteligência...

Nascer ou renascer simplesmente não basta. O labor, interrompido, pois, prosseguirá agora ou depois. Não cultives, portanto, o pessimismo, nem te abatam as dores.

Cada um se encontra no lugar certo, à hora própria e nas circunstâncias que lhe são melhores para a evolução. Não há ocorrência ocasional ou improvisada na Legislação Divina.

Quando retornou curado para agradecer a Jesus da morféia de que fora libertado, o samaritano que formava o grupo dos dez leprosos, conforme a narração evangélica, fez-nos precioso legado: o do reconhecimento.

Quando o centurião afirmou ao Senhor que uma simples ordem Sua faria curado o seu servo, ofertou-nos sublime herança: a fé sem limites.

Quando a hemorroíssa, vencendo todos os obstáculos, tocou o Rabi, deixou-nos precioso ensino: a coragem da confiança.

Identificado ao espírito do Cristo, não te deixes consumir pelo desespero ou pela melancolia, sob revolta injustificada ou indiferença cruel. Persevera, antes, no exame da verdade e insiste no ideal de libertação interior, ajudando e prosseguindo, além, porque se hoje a angústia e o sofrimento te maceram, em resgate que não pode transferir, amanhã rutilará no corpo ou depois dele o sol sublime da felicidade em maravilhoso amanhecer de perene paz.

"Tem ânimo filhos: perdoados são os teus pecados." - Mateus: 9-2.

"Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade". - E.S.E. Cap. XIV Item 9.

* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Florações Evangélicas.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.


19 Julho 2004

CONFIA

Deus criou a noite
para que todas as criaturas
tomem conhecimento
do futuro brilhante que
as espera, nas alegrias do
Infinito Amor, em Seu Imenso
Império de Estrelas.

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Caminhos.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
2a edição. Jabaquara, SP: CEU, 1981.


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CONFIA SEMPRE


Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.

Ainda que teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.

Crê e trabalha.

Esforça-te no bem e espera com paciência.

Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.

De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. Eleva, pois, o teu olhar e caminha.

Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além da noite.

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte.

Não te esqueça, porém, de que amanhã será outro dia.

* * *
Francisco Cândido Xavier.
Ditado pelo Espírito Meimei.

16 Julho 2004

Bom dia à todos!
Bom o texto abaixo foi retirado do Site:
www.fotolog.net/adepto
É um excelente site, porque ele não é propriamente Espírita, mas coloca todos aqueles que foram um marco para todos nós.

Ex.: Madre Tereza de Calcutá

Então, vamos todos dar uma passadinha por lá e colocar nossos comentários.

Abraços Fraternos & Beijos no Coração!
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Francisco Cândido Xavier

Escritor paranormal brasileiro, seguidor e divulgador dos ensinamentos do Espiritismo. Nasceu numa pequena cidade no interior de Minas Gerais. É autor de, aproximadamente 400 obras psicografadas em mais de 60 anos de trabalho mediúnico. Expressando-se em dois mundos: o material e o espiritual, tem levado paz e cura a para muitas pessoas angustiadas e doentes. Chico Xavier é considerado um espírito de elevada evolução pela Doutrina Espírita.
Mensagens psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier, de trás para diante, no idioma inglês, na sede da União Espírita Mineira, em 04 de abril de 1937.

"Toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança".
"Eu creio que se nós, como povo, fôssemos educados para a tolerância recíproca, para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre empresários e trabalhadores, se nós todos nos uníssemos para compreender as necessidades desses valores espirituais na vida de cada um ou de cada grupo social, nós teríamos um país extremamente venturoso."
"Não creia em salvadores que não demonstrem ações que confirmem a salvação de si mesmos."
"Se o homicida conhecesse, de antemão, o tributo da dor que a vida lhe cobrará, preferiria não ter braços para desferir qualquer golpe."

"O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte."
"Todas as nossas figurações mentais, o conjunto de nossas lembranças, as nossas alegrias íntimas e os nossos ressentimentos, as nossas dores, as nossas aspirações, elas formam o conjunto do clima em que a nossa desencarnação se verificará."

"Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra."
"Somos responsáveis por nossa tragédia e por nossa glória."

"Renascer... eis a vida, o progresso incessante,
o eterno evoluir, eis a lei do Criador!
Eis do mestre Jesus, como luz rutilante
o ensino imortal no evangelho do amor.
Renascer... eis lei imutável, constante,
pela qual nosso "eu" no cadinho da dor,
em sublime ascensão pela luz deslumbrante,
subirá para Deus, nosso Pai e Senhor..."

15 Julho 2004

Deus


O Universo é obra inteligentíssima: obra que transcende a mais genial inteligência humana.
E como todo efeito inteligente tem uma causa inteligente, é forçoso inferir que a do Universo é superior a toda inteligência :
É a inteligência das inteligências;
A causa das causas;
A lei das leis;
O princípio dos princípios;
A razão das razões;
A consciência das consciências;
É Deus. Deus! Nome mil vezes santo, que Newton jamais pronunciava sem se descobrir!
Deus! Vós que vos revelais pela natureza, Vossa filha e nossa mãe, reconheço-vos eu, Senhor,
Na poesia da criação; na criança que sorri;
No ancião que tropeça; no mendigo que implora;
Na mão que assiste; na mãe que vela;
No pai que instrui; no apóstolo que evangeliza;
Reconheço-vos eu, Senhor, no amor da esposa,
No afeto do filho; na estima da irmã;
Na justiça do justo; na misericórdia do indulgente;
Na fé do pio; na esperança dos povos;

Na caridade dos bons; na inteireza dos íntegros;

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor,
No estro do vate; na eloqüência do orador;
Na inspiração do artista; na santidade do moralista;

Na sabedoria do filósofo; nos fogos do gênio!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor,
N a flor dos vergéis; na relva dos vales;
No matiz dos campos; na brisa dos prados;
No perfume das Campinas; no murmúrio das fontes;
No rumorejo das franças; na música dos bosques;
Na placidez dos lagos; na altivez dos montes;

Na amplidão dos oceanos; na majestade do firmamento!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor,
Nos lindos antélios; no íris multicor;
Nas auroras polares; no argênteo da lua;
No brilho do sol; na fulgência das estrelas;
No fulgor das constelações!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor,
Na formação das nebulosas; na origem dos mundos;
Na gênesis dos sóis; no berço das humanidades;

Na maravilha, no esplendor, no sublime infinito!

Deus! Reconheço-vos eu, Senhor, com Jesus, quando ora: “PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS”...
Ou com os anjos,
Quando cantam: “GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS”...

Ps.: Saiu o Tema da Proxima Comeerj "Homem Novo, Mãos a Obra"
QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda.".
Jesus. (MATEUS, 24:15.)



Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Vinha de Luz.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Lição 1. Edição Internet baseada na 14a edição (Download do livro em http://informe.simplenet.com/feb). Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.


14 Julho 2004

DIANTE DA TERRA


Teríamos sido, porventura, situados na gleba do mundo para fugir de colaborar no progresso do mundo, quando o mundo nos provê com tôdas as possibilidades necessárias ao progresso de nós mesmos?

*

Muitos companheiros se marginalizam em descanso indébito, junto à seara, alegando que não suportam os chamados problemas intermináveis do mundo; desejariam a estabilidade e a harmonia por fora, a fim de se mostrarem satisfeitos na Terra, quando a harmonia e a estabilidade devem morar por dentro de nós, de modo a que nossos encargos, à frente do próximo, se façam corretamente cumpridos.

*

O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei da mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.

*

O progresso é um caminho que avança. Daí, o imperativo de contarmos com oposições e obstáculos tôda vez que nos engajemos na edificação da felicidade geral.

Omissão, no entanto, é parada significando recuo.

Entendamo-nos na posição de obreiros, sob a pressão de crises renovadoras.

*

Todos faceamos permanente renovação, a cada passo da vida.

Nem tudo que tínhamos ontem por certo, nos quadros exteriores da experiência, continua como sendo certo nas horas de hoje. Os ideais e objetivos prosseguem os mesmos, a nos definirem aspiração e trabalho; entretanto, modificaram-se instrumentos e condições, estruturas e circunstâncias.

*

A Terra, porém, nos pede cooperação no levantamento do bem de todos e a ordem não é deserção e sim adaptação. Em suma, estamos chamados à vivência no mundo, a fim de compreendermos e melhorarmos a vida em nós e em tôrno de nós, servindo ao mundo, sem deixarmos de ser nós mesmos, e buscando a frente, mas sem perder o passo de nossos contemporâneos, para que não venhamos a correr o risco de seguir para frente demais.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Rumo Certo.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
5a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.


13 Julho 2004

Mensagem de Paz

Na aplicação de qualquer receita destinada à composição da felicidade, não se esqueças do aviso de que a felicidade nasce de ti mesmo.
Não aguardes do mundo a segurança que tão somente poderá ser construída por ti mesmo, dentro de ti.
Nunca menospreze o trabalho que a vida te confiou.
A tarefa que desempenhas hoje é a base de seu apoio futuro.
Aceita-te como és e com aquilo de que disponhas para realizar o melhor que possas.
Observa sempre que não existe criatura alguma destituída de valor e da qual não venhas a necessitar algum dia.
Quanto possível, conserva a luz da virtude que te norteia a
elevação, mas não permitas que a tua virtude viva sem escadas para descer ao encontro daqueles que se debatem sob a ventania da adversidade a te pedirem socorro e compreensão.
Se fiel ao campo da verdade que abraças, sem desconsiderar a parte da verdade em que os outros se encontram.
Usa a paciência nas pequenas dificuldades para que não te falte serenidade nas grandes crises que todos somos levados a facear nas trilhas do tempo.
Não te apegues aos anseios da juventude, nem te acomodes com o cansaço de muitos que ainda não aprenderam a viver com a criatividade da madureza.
Recorda que até hoje ninguém descobriu o ponto de interação onde termina a fadiga e começa a ociosidade. Em qualquer tempo exercita a fortaleza espiritual para que as tuas energias não se dissolvam, de inesperado, quando as calamidades da experiência humana se façam inevitáveis.
Resigna-te a transitar no mundo, entre os que se te revelem na condição de opositores naturais aos teus pontos de vista, mas não formes inimigos nem cultives ressentimentos. Não abuses e nem brinques com os sentimentos alheios.
Guarda a tua paz, ainda mesmo nas grandes lutas. Não creias em pessimismo e derrota, solidão e abandono, porque se amas conforme determinam as Leis do Universo, descobrirás a beleza e a alegria em qualquer circunstância e em qualquer parte da Terra.
E jamais desesperes, porquanto sejas quem sejas e estejas onde estiveres, ninguém te pode furtar o privilégio da imortalidade e nem te arredar do Esquema de Deus.

Chico Xavier

Pelo Espírito: Emmanuel

MUNDO ESPIRITUAL


O homem compõe-se de corpo e Espírito: o Espírito é o ser principal, racional, inteligente; o corpo é o invólucro material que reveste o Espírito temporariamente, para preenchimento da sua missão na Terra e execução do trabalho necessário ao seu adiantamento. O corpo, usado, destrói-se e o Espírito sobrevive à sua destruição. Privado do Espírito, o corpo é apenas matéria inerte, qual instrumento privado da mola real de função; sem o corpo, o Espírito é tudo: a vida, a inteligência. Em deixando o corpo, torna ao mundo espiritual, onde paira, para depois reencarnar.

Existem, portanto, dois mundos: o corporal, composto de Espíritos encarnados; e o espiritual, formado dos Espíritos desencarnados. Os seres do mundo corporal, devido mesmo à materialidade do seu envoltório, estão ligados à Terra ou a qualquer globo; o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. Em razão mesmo da natureza fluídica do seu envoltório, os seres que o compõem, em lugar de se locomoverem penosamente sobre o solo, transpõem as distâncias com a rapidez do pensamento. A morte do corpo não é mais que a ruptura dos laços que os retinham cativos.

* * *
Allan Kardec. Da obra: O Céu e o Inferno.
112a edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febrasil.org. Federação Espírita Brasileira, 1995.

12 Julho 2004

PLURALIDADE DOS MUNDOS E REENCARNAÇÃO
Perguntas de Allan Kardec aos Espíritos Superiores


Pluralidade dos Mundos

55. Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

"Sim, e o homem terreno está bem longe de ser, como acredita, o primeiro em inteligência, bondade e perfeição. Há, entretanto, homens que se julgam espíritos fortes e imaginam que só este pequeno globo tem o privilégio de ser habitado por seres racionais. Orgulho e vaidade! Crêem que Deus criou o Universo somente para eles."

Comentário de Allan Kardec: Deus povoou os mundos de seres vivos, e todos concorrem para o objetivo final da Providência. Acreditar que os seres vivos estejam limitados apenas ao ponto que habitam no Universo, seria por em dúvida à sabedoria de Deus, que nada fez de inútil e deve ter destinado esses mundos para um fim mais sério do que o de alegrar os nossos olhos. Nada, aliás, nem na posição, no volume ou na constituição física da Terra, pode razoavelmente levar-nos à suposição de que detenha o privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de mundos semelhantes.

56. A constituição física dos diferentes globos é a mesma?

"Não; eles absolutamente não se assemelham."

57. A constituição física dos mundos não sendo a mesma para todos, os seres que os habitam terão organização diferente?

"Sem dúvida, como entre vós os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar."

58. Os mundos mais distanciados do Sol são privados de luz e calor, de vez que o Sol lhes aparece apenas como uma estrela?

"Acreditais que não há outras fontes de luz e de calor, além do Sol? não tendes em conta a eletricidade, que em certos mundos desempenha um papel desconhecido para vós, bem mais importante que o que lhe cabe na Terra? Aliás, não dissemos que todos os seres vivem da mesma maneira que vós, com órgãos semelhantes aos vossos."

Comentário de Allan Kardec: As condições de existência dos seres nos diferentes mundos devem ser apropriadas ao meio em que têm de viver. Se nunca tivéssemos visto peixes, não compreenderíamos como alguns seres pudessem viver na água. O mesmo acontece com outros mundos, que sem dúvida contam elementos para nós desconhecidos. Não vemos na Terra às longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais? Que impossibilidade haveria para a eletricidade ser mais abundante que na Terra, desempenhando um papel geral cujos efeitos não podemos compreender? Esses mundos podem conter em si mesmos as fontes de luz e calor necessários aos seus habitantes.

Encarnação nos Diferentes Mundos

172. Nossas diferentes existências corpóreas se passam todas na Terra?

"Não, mas nos diferentes mundos. As deste globo não são as primeiras nem as últimas, porém as mais materiais e distantes da perfeição."

173. A cada nova existência corpórea a alma passa de um mundo a outro, ou pode viver muitas vidas num mesmo globo?

"Pode reviver muitas vezes num mesmo globo, se não estiver bastante adiantada para passar a um mundo superior."

173-a. Podemos então reaparecer muitas vezes na Terra?

"Certamente."

173-b. Podemos voltar a ela, depois de ter vivido em outros mundos?

"Seguramente; podeis ter já vivido noutros mundos, bem como na Terra."

174. É uma necessidade reviver na Terra?

"Não. Mas se não progredistes, podeis ir para outro mundo que não seja melhor, e que pode mesmo ser pior."

175. Há vantagem em voltar a viver na Terra?

"Nenhuma vantagem particular, a não ser que se venha em missão, pois então se progride, como em qualquer outro mundo."

175-a. Não seria melhor continuar como Espírito?

"Não, não! Ficar-se-ia estacionário, e o que se quer é avançar para Deus."

176. Os Espíritos, depois de se haverem encarnado em outros mundos, podem encarnar- se neste, sem jamais terem passado por aqui?

"Sim, como vós em outros globos. Todos os mundos são solidários: o que não se faz num, pode fazer- se noutro."

176-a. Assim, existem homens que estão na Terra pela primeira vez?

"Há muitos, e em diversos graus."

176-b. Pode- se reconhecer, por um sinal qualquer, quando um Espírito se encontra pela primeira vez na Terra?

"Isso não teria nenhuma utilidade."

177. Para chegar à perfeição e a felicidade suprema, que é o objetivo final de todos os homens, o Espírito deve passar pela série de todos os mundos que existem no Universo?

"Não, porque há muitos mundos que se encontram no mesmo grau, e onde os Espíritos nada aprenderiam de novo."

177-a. Como então explicar a pluralidade de suas existências num mesmo globo?

"Eles podem ali se encontrar, de cada vez, em posições bastante diferentes, que serão outras tantas ocasiões de adquirir experiência."

178. Os Espíritos podem renascer corporalmente num mundo relativamente inferior aquele em que já vivemos?

"Sim, quando têm uma missão a cumprir, para ajudar o progresso; e então aceitam com alegria as tribulações dessa existência, porque lhes fornecem um meio de se adiantarem."

178- a. Isso não pode também acontecer como expiação, e Deus não pode enviar os Espíritos rebeldes a mundos inferiores?

"Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrogradam; sua punição pois, é a de não avançar e ter de recomeçar as existências mal empregadas, no meio que convêm a sua natureza."

178- b. Quais são os que devem recomeçar a mesma existência?

"Os que faliram em sua missão ou em suas provas."

179. Os seres que habitam cada mundo estão todos no mesmo grau de perfeição?

"Não. É como na Terra: há os que estão mais ou menos adiantados."

180. Ao passar deste mundo para outro, o Espírito conserva a inteligência que tinha aqui?

"Sem dúvida, pois a inteligência nunca se perde. Mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la. Isso depende da sua superioridade e do estado do corpo que adquirir." (Ver: Influência do organismo, item 367).

181. Os seres que habitam os diferentes mundos têm corpos semelhantes aos nossos?

"Sem dúvida que têm corpos, porque é necessário que o Espírito se revista de matéria para agir sobre ela: mas esse envoltório é mais ou menos material, segundo o grau de pureza a que chegaram os Espíritos, e é isso que determina as diferenças entre os mundos que temos de percorrer. Porque há muitas moradas na casa de nosso Pai, e muitos grãos, portanto. Alguns o sabem, e têm consciência disso aqui na Terra, mas outros nada sabem."

182. Podemos conhecer exatamente o estado físico e moral dos diferentes mundos?

"Nós, Espíritos, não podemos responder senão na medida do vosso grau de evolução. Quer dizer que não devemos revelar estas coisas a todos, porque nem todos estão em condições de compreendê- las, e elas os perturbariam."

Comentário de Allan Kardec: À medida que o Espírito se purifica o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. A matéria se torna menos densa, ele já não se arrasta penosamente pelo solo, suas necessidades físicas são menos grosseiras, os seres vivos não têm mais necessidade de se destruirem para se alimentar. O Espírito é mais livre, e tem, para as coisas distanciadas, percepções que desconhecemos: vê pelos olhos do corpo aquilo que só vemos pelo pensamento.

A purificação dos Espíritos reflete-se na perfeição moral dos seres em que estão encarnados. As paixões animais se enfraquecem, o egoísmo da lugar ao sentimento fraternal. É assim que, nos mundos superiores ao nosso, as guerras são desconhecidas, os ódios e as discórdias não têm motivo, porque ninguém pensa em prejudicar o seu semelhante. A intuição do futuro, a segurança que lhes dá uma consciência isenta de remorsos fazem que a morte não lhes cause nenhuma apreensão: eles a recebem sem medo e como uma simples transformação.

A duração da vida, nos diferentes mundos, parece proporcional ao seu grau de superioridade física e moral, e isso é perfeitamente racional. Quanto menos material é o corpo, menos sujeito está as vicissitudes que o desorganizam; quanto mais puro é o Espírito, menos sujeito as paixões que o enfraquecem. Este é ainda um auxílio da Providência, que deseja assim abreviar os sofrimentos.

183. Passando de um mundo para outro, o Espírito passa por nova infância?

"A infância é por toda parte uma transição necessária, mas não é sempre tão ingênua como entre vós."

184. 0 Espírito pode escolher o novo mundo em que vai habitar?

"Nem sempre; mas pode pedir e obter o que deseja, se o merecer. Porque os mundos só são acessíveis aos Espíritos de acordo com o grau de sua elevação."

184-a. Se o Espírito nada pede, o que determina o mundo onde irá reencarnar-se?

"O seu grau de elevação."

185. 0 estado físico e moral dos seres vivos é perpetuamente o mesmo, em cada globo?

"Não; os mundos também estão submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a Terra mesma sofrerá uma transformação semelhante, tornando- se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons."

Comentário de Allan Kardec. Assim, as raças que atualmente povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres mais e mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão às atuais como esta sucedeu a outras que eram mais grosseiras.

186. Há mundos em que o Espírito, cessando de viver num corpo material, só tem por envoltório o perispírito?

"Sim, e esse envoltório torna- se de tal maneira etéreo que para vós é como se não existisse eis então o estado dos Espíritos puros."

186-a. Parece resultar daí que não existe uma demarcação precisa entre o estado das últimas encarnações e o do Espírito puro?

"Essa demarcação não existe. A diferença se dilui pouco a pouco e se torna insensível, como a noite se dilui ante as primeiras claridades do dia."

187. A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?

"Não; é mais eterizada em uns do que em outros. Ao passar de um para outro mundo, o Espírito se reveste da matéria própria de cada um, com mais rapidez que o relâmpago."

188. Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou encontram-se no espaço universal, sem estar ligados especialmente a um globo?

"Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão confinados a eles como os homens a Terra; eles podem, melhor que os outros, estar em toda parte."

* * *

Allan Kardec. Da obra: Livro dos Espíritos.
FEESP.


O Evangelho segundo o Espiritismo

Dever-se-á pôr termo às provas do próximo?

27. Deve alguém por termo às provas do seu próximo quando o possa, ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?

Já vos temos dito e repetido muitíssimas vezes que estais nessa Terra de expiação para concluirdes as vossas provas e que tudo que vos sucede é conseqüência das vossas existências anteriores, são os juros da divida que tendes de pagar. Esse pensamento, porém, provoca em certas pessoas reflexões que devem ser combatidas, devido aos funestos efeitos que poderiam determinar.
Pensam alguns que, estando-se na Terra para expiar, cumpre que as provas sigam seu curso. Outros há, mesmo, que vão até ao ponto de julgar que, não só nada devem fazer para as atenuar, mas que, ao contrário, devem contribuir para que elas sejam mais proveitosas, tornando-as mais vivas. Grande erro. E certo que as vossas provas têm de seguir o curso que lhes traçou Deus; dar-se-á, porém, conheçais esse curso? Sabeis até onde têm elas de ir e se o vosso Pai misericordioso não terá dito ao sofrimento de tal ou tal dos vossos irmãos: "Não irás mais longe?" Sabeis se a Providência não vos escolheu, não como instrumento de suplício para agravar os sofrimentos do culpado, mas como o bálsamo da consolação para fazer cicatrizar as chagas que a sua justiça abrira? Não digais, pois, quando virdes atingido um dos vossos irmãos: "E a justiça de Deus, importa que siga o seu curso. Dizei antes: "Vejamos que meios o Pai misericordioso me pôs ao alcance para suavizar o sofrimento do meu irmão. Vejamos se as minhas consolações morais, o meu amparo material ou meus conselhos poderão ajudá-lo a vencer essa prova com mais energia, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer que cesse esse sofrimento; se não me deu a mim, também como prova, como expiação talvez, deter o mal e substituí-lo pela paz."
Ajudai-vos, pois, sempre, mutuamente, nas vossas respectivas provações e nunca vos considereis instrumentos de tortura. Contra essa idéia deve revoltar-se todo homem decoração, principalmente todo espírita, porquanto este, melhor do que qualquer outro, deve compreender a extensão infinita da bondade de Deus. Deve o espírita estar compenetrado de que a sua vida toda tem de ser um ato de amor e de devotamento; que, faça ele o que fizer para se opor às decisões do Senhor, estas se cumprirão. Pode, portanto, sem receio, empregar todos os esforços por atenuar o amargor da expiação, certo, porém, de que só a Deus cabe detê-la ou prolongá-la, conforme julgar conveniente. Não haveria imenso orgulho, da parte do homem, em se considerar no direito de, por assim dizer, revirar a arma dentro da ferida? De aumentar a dose do veneno nas vísceras daquele que está sofrendo, sob o pretexto de que tal é a sua expiação? Oh! considerai-vos sempre como instrumento para fá-la cessar. Resumindo: todos estais na Terra para expiar; mas, todos, sem exceção, deveis esforçar-vos por abrandar a expiação dos vossos semelhantes, de acordo com a lei de amor e caridade.

Bernardino, Espírito protetor. (Bordéus, l863.)

09 Julho 2004

CONTATO COM OS GUIAS ESPIRITUAIS


Afliges-te, porque ainda não lograste o contato psíquico com os teus guias espirituais.

Reflexionas que buscaste a fé religiosa, abraçando a mediunidade, e, não obstante, tens a impressão que navegas sem rumo, padecendo conflitos e experimentando desânimo.

Momentos surgem nos quais receias pela legitimidade do intercâmbio espiritual de que te fazes objeto.

Anseias por informações precisas sobre o teu papel nas tarefas da mediunidade.

Relacionas pessoas que te parecem menos equipadas, e, apesar disso, apresentam-se superprotegidas pelos Espíritos Nobres, assessoradas por Benfeitores Venerandos e Entidades outras, que na Terra deixaram nomes respeitáveis, famosos...

Planejas desistir, acreditando que as tuas são faculdades atormentadas, sem credencial ou recurso capaz de registrar a proteção dos guias espirituais.

*

Tem, porém, cuidado e medita sem queixa.

A mediunidade é instrumento de serviço em nome do amor de Deus, para apressar o progresso dos homens e facultar o intercâmbio com os Espíritos, deles recebendo a ajuda.

Candidatas-te ao labor socorrista, como recurso saudável para te recuperares moralmente do passado delituoso, mediante cuja contribuição terias, também, as dores lenidas ou alteradas no seu organograma para a evolução.

Honrado pelo trabalho de iluminação de consciência, estás colocado como veículo de bênçãos.

Buscam-te os sofredores, porque são trazidos a ti pelos teus guias espirituais, que confiam na tua ductibilidade, no teu sentimento de amor.

Porque não ouves os teus Benfeitores, não te creias abandonado, sem apoio.

Tem paciência.

Faze silêncio íntimo e entrega-te mais.

Quando desdobrado parcialmente pelo sono, eles te confortam e instruem, fortalecem-te e programam as atividades para as quais renasceste.

Se não o recordas conscientemente, ficam impressos nos teus registros psíquicos, esses salutares conúbios edificantes.

Se aprofundares reflexão, perceberás quantas vezes eles já te falaram, socorreram e apoiaram nos momentos rudes das provações e dos testemunhos.

Eles são discretos e agem sem alarde, não brindando recursos que induzam à vaidade, ao exibicionismo.

Amparam em silêncio, instruem em calma, conduzem com afabilidade.

*

Quando vejas, na mediunidade, o campeonato das disputas humanas e o calafrio que provoca a presença de seres nobres do passado, aureolando com pompa terrestre a memória, que pretendem manter rutilante, acautela-te e desconfia.

Importante não é o nome que firma ou enuncia uma mensagem, mas, sim, o seu conteúdo de qualidade e penetração benéfica.

Desse modo, trabalha no anonimato e, consciente das responsabilidades que te dizem respeito, deixa que os teus guias espirituais zelosamente te guardem e conduzam, não te expondo no palco da insensatez, onde brilha por um dia e se apaga de imediato a vaidade humana.

* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
2a edição. Salvador, BA: LEAL, 1990.


08 Julho 2004

NÃO CONFUNDAS


"Porque a Escritura diz: Todo aquele
que nele crer não será confundido."
Paulo.(ROMANOS, 10:11.)



Em todos os círculos do Cristianismo há formas diversas quanto à crença individual.

Há católicos romanos que restringem ao padre o objeto de confiança; reformistas evangélicos que se limitam à fórmula verbal e espiritistas que concentram todas as expressões da fé na organização mediúnica.

É natural, portanto, a colheita de desilusões.

Em todos os lugares, há sacerdotes que não satisfazem, fórmulas verbalistas que não atendem e médiuns que não solucionam todas as necessidades.

Além disso, temos a considerar que toda crença cega, distante do Cristo, pode redundar em séria perturbação... Quase sempre, os devotos não pedem algo mais que a satisfação egoística no culto comum, no sentimento rudimentar de religiosidade, e, daí, os desastres do coração.

O discípulo sincero, em todas as circunstâncias, compreende a probabilidade de falência na colaboração humana e, por isso, coloca o ensino de Jesus acima de tudo.

O Mestre não veio ao mundo operar a exaltação do egoísmo individual, e, sim, traçar um roteiro definitivo às criaturas, instituindo trabalho edificante e revelando os objetivos sublimes da vida.

Lembra sempre que a tua existência é jornada para Deus.

Em que objeto centralizas a tua crença, meu amigo? Recorda que é necessário crer sinceramente em Jesus e segui-Lo, para não sermos confundidos.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 13. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.




07 Julho 2004

CRISTIFICAÇÃO PELO AMOR


É certo que gostarias de ser amado, recebendo a afetividade de outrem em demonstrações de carinho conforme as necessidades que acreditas te afligirem.

Talvez fosse melhor que te chegassem ao sentimento as expressões retributivas do amor que esparzes, diminuindo-te as carências íntimas, acalmando-te as ansiedades, alegrando-te.

O problema, porém, é geral.

Não há indivíduo algum que se encontre referto na Terra, nessa área.

Quem recebe amor de determinadas pessoas, aspira pelo afeto de outras, que não aquelas que se lhe acercam.

Tens o pensamento dirigido para alguém que, possivelmente, não te corresponde, assim como outrem te anela, sem que sintas algo de especial por ele.

*

Se as pessoas se correspondessem na mesma faixa de ternura; se os corações se manifestassem na mesma onda de sentimento; se os afetos se exteriorizassem na mesma vibração de trocas, a Terra já seria o paraíso desejado.

Há, no entanto, infinidade de graus, nos quais se manifestam as emoções.

Ninguém, todavia, que viaje a sós.

*

Possivelmente, não te associas com a pessoa de quem gostas, ou não recebes a companhia do ser amado. Todavia, se espraiares o olhar de bondade compreensiva, identificarás companhias outras agradáveis, que se encontravam solitárias, porque anelavam por ti e não logravam aproximar-se.

São os aparentemente inexplicáveis paradoxos da existência corporal, cujas causas se encontram na conduta passada, quando de outras reencarnações.

*

Ama, desse modo, sem te impores, sem exigires retribuição.

Experimenta querer bem, pelo prazer pessoal de fazê-lo, e descobrirás um filão de ouro atraente que te propiciará uma grande fortuna, em forma de paz e de satisfação pessoal.

O melhor do amor é amar, e não somente ser amado.

A preparação de uma viagem, não raro, é sempre mais agradável do que esta em si mesma, ou a sua chegada, que, às vezes, causa frustração e desencanto.

As chamadas "pessoas maravilhosas", por quem te apaixonas, assim o são, porque as desconheces.

Todos os homens têm problemas, limitações, defeitos, necessidades.

O insucesso das uniões conjugais, na maioria dos casos, resulta da precipitação na escolha, da imaturidade na busca, do apego às ilusões e da afetividade por ídolos de pés de barro que se despedaçam facilmente.

*

Enobrece-te com o amor, irradiando-o em forma de simpatia, de gentileza, de serviço pelo próximo, de abnegação.

Não há quem resista à força do amor sem interesse imediato, sem aprisionamento.

Ama, portanto, libertando.

Cristifica-te através do amor. Talvez, para consegui-lo, seja-te necessário crucificares-te nas traves da renúncia e da sublimação. Todavia, somente por meio da crucificação é que alguém se pode cristificar. E o amor, sem dúvida, ainda é o mais suave, perfeito e eficaz instrumento para consegui-lo.

* * *
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.


SOLICITAÇÃO FRATERNA


Ajude com a sua oração a todos os irmãos:

que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém;

que se declaram afrontados pela ingratidão, em toda a parte;

que trajam os olhos de luto para enxergarem o mal, em todas as situações;

que contemplam mil castelos nas nuvens, mas que não acendem nem uma vela no chão;

que somente cooperam na torre de marfim do personaiísmo, sem he descerem os degraus para colaborar com os outros;

que se acreditam emissários especiais e credores dos benefícios de exceção;

que devoram precioso tempo dos ouvintes, falando exclusivamente de si;

que desistem de continuar aprendendo na luta humana;

que exibem o realejo da desculpa para todas as faltas;

que sustentam a vocação de orquídeas no salão do mundo;

que se julgam centros compulsórios das atenções gerais;

que fazem o culto sistemático à enfermidade e ao obstáculo.

São doentes graves que necessitam do Amparo Silencioso.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.




06 Julho 2004

MEDICAMENTOS EVANGÉLICOS

Ajude sempre.
Não tema.
Jamais desespere.
Aprenda incessantemente.
Pense muito.
Medite mais.
Fale pouco.
Retifique, amando.
Trabalhe feliz.
Dirija, equilibrado.
Obedeça, contente.
Não se queixe.
Siga adiante.
Repare além.
Veja longe.
Discuta serenamente.
Faça luz.
Semeie paz.
Espalhe bênçãos.
Lute, elevando.
Seja alegre.
Viva desassombrado.
Demonstre coragem.
Revele calma.
Respeite tudo.
Ore, confiante.
Vigie, benevolente.
Caminhe, melhorando.
Sirva hoje.
Espere o amanhã.

* * *
Francisco Candido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
2a edição. FEB, 1998.




05 Julho 2004

MEDICAÇÃO PREVENTIVA

Pense muito, antes da discussão. O discutidor, por vezes, não passa de estouvado.

Use a coragem, sem abuso. O corajoso, em muitas ocasiões, é simples imprudente.

Observe os seus métodos de cultivar a verdade. Muitas pessoas que se presumem verdadeiras, são veiculos de pertubação e desânimo.

Proceda com inteligência em todas as situações. Não se esqueça, porém, de que muitos homens inteligentes são meros velhacos.

Seja forte na luta de cada dia. Não olvide, contudo, que muitos companheiros valentes são suicidas inconscientes.

Estime a eficiência. No entanto, a pretexto de rapidez, não adote a precipitação.

Não enfrente perigos, sem recursos para anulá-los. O que consignamos por dessasombro, muita vezes é loucura.

Guarde valor em suas atitudes. Recorde, entretanto, que o valor não consiste em vencer, de qualquer modo, mas em conquistar o adversário no trabalho pacífico.

Tenha bom ânimo, mas seja comedido em seus empreendimentos. Da audácia ao crime, a distância é de poucos passos.

Atenda a afabilidade e a douçura em seu caminho. Não perca, porém, o seu tempo em conversas inúteis.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.


02 Julho 2004

ADVENTO DO ESPÍRITO DA VERDADE

Venho instruir e consolar os pobres deserdados. Venho dizer-lhes que elevem a sua resignação ao nível de suas provas, que chorem, porquanto a dor foi sagrada no Jardim das Oliveiras; mas, que esperem, pois que também a eles os anjos consoladores lhes virão enxugar as lágrimas.

Obreiros, traçai o vosso sulco; recomeçai no dia seguinte o afanoso labor da véspera; o trabalho das vossas mãos vos fornece aos corpos o pão terrestre; vossas almas, porém, não estão esquecidas; e eu, o jardineiro divino, as cultivo no silêncio dos vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso e a trama da vida se vos escapar das mãos e vossos olhos se fecharem para a luz, sentireis que surge em vós e germina a minha preciosa semente. Nada fica perdido no reino de nosso Pai e os vossos suores e misérias formam o tesouro que vos tornará ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e onde o mais desnudo dentre todos vós será talvez o mais resplandecente.

Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos são bem-amados meus. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana. Assim como o vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despeitos contra os ricos do mundo, que são, não raro, muito miseráveis, porquanto se acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade.

O Espírito de Verdade. (Paris, 1861).



Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos sãos os meus filhos prediletos. Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o. Extirpados sejam de vossas almas doloridas a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade. São monstros que sugam o vosso mais puro sangue e que vos abrem chagas quase sempre mortais. Que, no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis a sua lei divina. Amai e orai; sede dóceis aos Espíritos do Senhor; invocai-o do fundo de vossos corações. Ele, então, vos enviará o seu Filho bem-amado, para vos instruir e dizer estas boas palavras: Eis-me aqui; venho até vós, porque me chamastes.

O Espírito de Verdade. (Bordéus, 1861).



Deus consola os humildes e dá força aos aflitos que lha pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda a parte, junto de cada lágrima colocou ele um bálsamo que consola. A abnegação e o devotamento são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que neste mundo vos cabem em partilha. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito.

O Espírito de Verdade. (Havre, 1863).

(“O Evangelho segundo o Espiritismo” - Cap. VI - 5, 6, 7 e 8.)
ANTE OS PEQUENINOS

A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.

*

Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxilio, educação e entendimento.

*

Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espirito adulto, traz o celebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala e faz.

*

A mente infantil dar-nos-a de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

*

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

*

Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

*

A criança é um capitulo especial no livro do seu dia-a-dia.

*

Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelos, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nos, e chegara o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.

*

Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.

*

Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.

* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
42a edição. Uberaba-MG: CEC, 1996.

01 Julho 2004

CREDORES DIFERENTES

"Eu, porém, vos digo:
amai os vossos inimigos."
Jesus. (MATEUS, 5:44.)


O problema do inimigo sempre merece estudos mais acurados.

Certo, ninguém poderá aderir, de pronto, à completa união com o adversário do dia de hoje, como Jesus não pôde rir-se com os perseguidores, no martírio do Calvário.

Entretanto, a advertência do Senhor, conclamando-nos a amar os inimigos, reveste-se de profunda significação em todas as facetas pelas quais a examinemos, mobilizando os instrumentos da análise comum.

Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindonos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando.

Os amigos, em muitas ocasiões, são imprevidentes companheiros, porquanto contemporizam com o mal; os adversários, porém, situam-no com vigor.

Pela rudeza do inimigo, o homem comumente se faz rubro e indignado uma só vez, mas, pela complacência dos afeiçoados, torna-se pálido e acabrunhado, vezes sem conta.

Não queremos dizer com isto que a criatura deva cultivar inimizades; no entanto, somos daqueles que reconhecem por beneméritos credores quantos nos proclamam as faltas.

São médicos corajosos que nos facultam corretivo.

É difícil para muita gente, na Terra, a aceitação de semelhante verdade; todavia, chega sempre um instante em que entendemos o apelo do Cristo, em sua magna extensão.

* * *

Francisco Cândido Xavier. Da obra: Vinha de Luz.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Lição 41. Edição Internet baseada na 14a edição. (Download do livro em http://www.febrasil.org). Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.


Bom dia a Todos, muito obrigado pela visita de vcs e pelos comentarios, são de grande valor e aprendizado para nós, Fiquem com Deus


Se ainda não alcançaste o dom da sabedoria

"Para alcançares a rara virtude da sabedoria, é necessário te adestres na arte do bom senso, logrando harmonizares pensamento, sentimento, instinto e razão.

Aquisição ainda raríssima na Terra, a sabedoria é a perfeita clareza do discernimento, a apreensão do essencial, o correto raciocínio secundado pelo aval do coração.

Enquanto não a alcançares, perambularás de equívoco em equívoco, em penosa peregrinação.

Sim, pois se tu não a possuis, mesmo que creias no Poder Superior, teu parco discernimento tenderá a confiná-lo nas estreitas grades de tuas crenças, de teus dogmas, de tuas conveniências e dos teus preconceitos espirituais.

Se tu ainda não alcançaste a sabedoria e, ao contrário, descreias na existência de um Poder Superior, teu incorreto exercício do bom senso tenderá a negar a exuberante demonstração cósmica da Inteligência Suprema com seus superiores propósitos, confundindo-te ante o aparente caos da criação - e tudo te parecerá mero acaso, como se o acaso pudesse ser inteligente.

Se tu ainda não alcançaste o dom da sabedoria, pelo incorreto uso do bom senso, estarás propenso a estancar tuas conclusões unicamente na insipiência dos teus títulos acadêmicos; na fugacidade do sucesso humano; na equivocada e aparente segurança dos bens terrenos; no falso interesse dos relacionamentos traiçoeiros; na leviandade torturante dos instintos deseducados; no sentido tacanho que dás à tua própria existência...

Ah! Digo-te que, para aquele que ainda não sorveu o cálice da sabedoria tudo lhe é motivo de tropeço: alegria ou tristeza, convívio ou solidão, convicção ou incerteza, força ou fragilidade, luz ou sombra, fé ou descrença...

Mas digo-te, também, que para o sábio, tudo lhe é motivo para auto-iluminação: alegria ou tristeza, convívio ou solidão, convicção ou incerteza, força ou fragilidade, luz ou sombra, fé ou descrença...

A sabedoria, que em verdade se traduz na lucidez do Espírito imortal desperto, transita à parte das efemeridades mundanas, como facho de luz divina iluminando as escarpas dos labirintos da insensatez humana."