30 Novembro 2004

Faço das palavras do Thiago abaixo as minhas, e aproveito para contar uma novidade, agora temos tb um fotolog, e espero a visita de vcs lá http://www.fotolog.net/luzecaridade , é isso, bjos grande no coração de todos, Que a espiritualidade amiga nos inspire, que Mestre Jesus nos guie e que o Pai Celestial nos abençoe
Oi pessoal... queria agradecer aos nossos amigos fiéis: Vânia Vasconcelos, Felipe, Lili, Luz Violeta, Tati, Estevan e Verônica... entre outros que nos visitam, por estarem sempre acompanhando nosso Blog, não permitindo assim que o desânimo tome conta de nós. Nos perdoe pela falta de reciprocidade nas visitas, mas acontece que tanto eu, como o Fábio e o Pablo, estamos com sérias restrições em relação a internet. Estamos entrando em dezembro, mês visto por muitos como o mês da renovação. E que assim seja, mas não só dezembro, como também os outros 334 dias do ano. E que lembremos de nossos irmãos que passam fome nas ruas de nosso bairro e de nossa cidade. Façamos a nossa parte tentando amenizar a dor do próximo. "Fora da caridade não há salvação"... "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Beijos no coração de todos. Fui : )

29 Novembro 2004

Voluntariado Espírita

Vera Meira Bestene
Cada vez mais estamos conscientes que estudar é preciso, trabalhar é necessário e amar ao próximo o menor caminho para chegar à Deus.
O trabalho, a consciência do trabalho, da atividade constante em prol de nós mesmo e de outrem, é necessidade evolutiva e oferecida a todos em igualdade de condições, depende de nós, diante das responsabilidades assumidas, colocarmos a prova as nossas atitudes.
Na conceituação genérica trabalho é a “ocupação em alguma obra ou ministério; exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa”
Nos mundos mais evoluídos e nos inferiores, a natureza do trabalho não é a mesma, pois que ela está diretamente ligada às necessidades de cada um, sendo a inatividade, a ociosidade, um verdadeiro suplício.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” Allan Kardec nos norteia o princípio da Lei do Trabalho através das máximas “ajuda-te que o céu te ajudará e, análoga a esta, “buscai e achareis”, pois que aí encontramos a verdadeira noção que instiga, incita o homem a trabalhar, fazer a sua parte, para que possa, assim ser ajudado por Deus.
Diz o Cap. XXV, item 3:
”Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho do corpo, seus membros estariam atrofiados; se o houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal; por isso, lhe fez do trabalho uma necessidade e lhe disse: Procura e achará, trabalha e produzirás; dessa maneira, serás o filho das tuas obras, delas terás o mérito e serás recompensado segundo o que tiveres feito.”
Na realidade não importa o esforço físico que cada qual tenha que desprender para atender as faixas menos favorecidas da cultura e do destaque social, pois que o trabalho dignifica quem o executa e é-lhe garantia de crescimento. Não se há de fazer comparações ou medições de quanto trabalho se tem de executar, o que importa é ir à luta, semear para poder frutificar.
Sendo a Lei do Trabalho uma lei natural, motivo porque é uma necessidade, engloba os trabalhos materiais, assim como toda ocupação útil. (O Livro dos Espíritos p. 675)
O trabalho está alicerçado em princípios morais, principalmente no amor, e, por isto mesmo, ao lado da oração, é um dos maiores antídotos contra o mal, pois que corrige imperfeições e disciplina a vontade. “A ociosidade é a casa do demônio” é a máxima popular que bem explica que quando nada se faz se faz muito mal, pois que aí estão o egoísmo, o pensamento deprimente, a negatividade e as tentações.
O trabalho, entretanto, longe de ser apenas aquele de ordem material, física, é também aquele que se desenvolve através de ações inteligentes, intelectuais, objetivando a cultura, a arte, o conhecimento, o desenvolvimento e a ciência.
O trabalho do homem objetiva a transformação para melhor. Isto na generalidade. Desdobra-se o arquiteto para produzir imóveis cada vez mais modernos e adequados à realidade de um local e época; o economista busca ajustar as riquezas sociais a fim de que haja sempre progresso financeiro. O carpinteiro trabalha em móveis de estrutura rígida que se lhe justifiquem a tarefa e estejam íntegros para o ambiente a que se propõem. O médico trabalha com afinco para salvar vidas e fazer a prevenção. O cientista submete-se a buscas longas, aparentemente intermináveis, com o fim de ampliar e melhorar as condições de vida do planeta e seus habitantes. Todos motivam-se por atividades instintivas de conservação da vida e de conhecimento social.
Esta é a ação natural e primeira do homem: produzir para suprir suas necessidades imediatas.
Buscando um pouco na história, vemos o homem se utilizando das reservas animais e vegetais. Com o decorrer dos tempos as reservas foram se rareando, As fontes naturais se exaurindo. No período da pedra lascada já jogou-se a buscar mais recursos, ampliando assim seu trabalho já com a ajuda de instrumentos rudes. Mais tarde lançou-se à agricultura e, da terra, passou a extrair os bens necessários a sua subsistência e também ao seu crescimento financeiro. Depois, domesticou animais e os rebanhos renderam-lhes atividades mais estáveis. Com o aparecimento de instrumentos mais aprimorados, do comércio crescente, do aparecimento e evolução da indústria, foram fomentados recursos novos e, paulatinamente, as dificuldades iniciais serviram de base ao equilíbrio social e, posteriormente, o trabalho remunerado, a divisão de classes decorrente do próprio trabalho.
Podemos ver que a própria evolução material do homem está ligada diretamente ao trabalho. Com os tempos e as reencarnações, as evoluções oriundas do trabalho intelectual, produzindo melhoramento da forma de produzir, pois que ao homem cabe a missão de trabalhar pela melhoria do planeta.
Assim, podemos dizer que o trabalho remunerado é a forma que o homem tem de modificar o meio que vive e produzir a melhoria do Planeta.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu cap. XVI, item 7, em uma simples leitura, podemos verificar a verdade das necessidades materiais, compreendendo também que “na satisfação das necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execução, sem ela não mais grandes trabalhos, nem atividades, nem estimulante, nem pesquisas. Com razão, pois, é a riqueza considerada elemento de progresso.”
Há, entretanto, uma outra forma de trabalho, este que não rende moeda, nem produz conforto maior, tampouco crescimento permanente da conjuntura econômica. Este é o trabalho-abnegação, do qual não produz troca ou remuneração mas que redunda em crescimento de si mesmo no sentido moral e espiritual. Modernamente a este trabalho dá-se o nome de TRABALHO VOLUNTÁRIO.
O primeiro caso, o trabalho gerando crescimento material e progresso social, se desenvolve uma melhora exterior da criatura, enquanto o segundo, o trabalho voluntariado, ascende no sentido vertical da vida e modifica, transforma o homem de dentro para fora, superando a si mesmo como instrumento da misericórdia divina.
Jesus é exemplo destes dois tipos de trabalho. Enquanto carpinteiro, dedicado, com José laborava. Ele, ativamente, mostrando a importância do trabalho, ensinando que o trabalho em atividade honrada é o dever primeiro para a manutenção do corpo e da vida terrena. Seguidamente a isto teve Jesus um ministério de amor, um verdadeiro trabalho de autodoação até o sacrifício da própria vida.
Seu exemplo infunde coragem estimula o trabalho-serviço, o trabalho-redenção, fraternal, procurando manter a sociedade unida, acalentando os menos favorecidos, dando conforto aos necessitados de toda ordem.
Podemos perceber, portanto, que o trabalho voluntariado é muito antigo, pois que foi inventado por Jesus Cristo, quando às margens da Galiléia chamou os pescadores Simão Pedro Barjonas e seu irmão André, João e seu irmão Tiago, os dois filhos de Zebedeu, para uma jornada que jamais terminaria. Trabalho voluntário e mais trabalho voluntário os esperava ao longo do tempo, das horas, dos dias, dos anos, dos séculos e milênios.
Aceitaram trabalhar de graça, e como lucraram!
Na Segunda Carta de Timóteo (2:6) Paulo adverte que o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar os frutos.
Hão de se perguntar: Como gozar os frutos se não recebemos dinheiro pelo que produzimos?
Emmanuel, no livro Perante Jesus nos fala do trabalho voluntariado explicando–nos como nos chega a remuneração mais do que compensadora por trabalharmos pelo simples prazer de servir, desinteressadamente.
Quando o trabalho se transforma em prazer de servir surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: Toda vez que a justiça divina nos procura no endereço exato para a execução da sentença que determinamos a nós próprios, segundo a lei de causa e efeito, se nos encontra a serviço do próximo, manda a justiça divina que seja suspensa a execução, por tempo indeterminado.
Assim, podemos entender que todo mal que cometemos estamos nos sentenciando de forma a constituir dívida correspondente a que estamos obrigados a pagar pela lei de causa e efeito. É dando que se recebe, nos ensinou Jesus. O que fazemos ao próximo volta com a mesma intensidade.
Sócrates já considerava que o bem e o mal nada mais eram que a sabedoria e a ignorância, pois que o ignorante concretiza o mal porque não sabe que mais tarde será obrigado a quita-lo, a ajustar contas. Mas, como dissemos, quando se nos encontramos a serviço do próximo, a Justiça Divina manda que o pagamento seja suspenso. Pedro, na sua Carta Universal (4.8) já profetisava: “Tende caridade para com os outros, porque a caridade cobrirá a multidão de pecados”.
A caridade e todo o bem que conseguirmos amealhar na vida presente, será descontado na dívida que contraímos no passado, seja nesta ou em existência anterior. No acerto de conta, quando forem colocar nossa conta na balança, certamente haverá a compensação de nossas ações caridosas e nossas dívidas diminuirão ou até desaparecerão, dependendo do crédito de amor que acumularmos.
O trabalho é alimento da alma e cumpre-nos observar que o trabalho desinteressado não é objeto de troca ou remuneração, de quaisquer espécies. Precisamos compreender que doar trabalho é doar amor, boa vontade, sem escolher a quem e muito menos julgando o merecimento deste ou daquele para quem está rendendo o trabalho.
As pessoas nem imaginam o bem que estão fazendo a si próprias quando se dedicam a realizar algum trabalho sem a respectiva recompensa financeira. O Voluntariado é hoje uma verdadeira explosão, uma vez que está transformando hábitos, sobretudo quando realizado por jovens. É uma característica comum aos jovens a vontade de ajudar, de ser útil, de diminuir a dor alheia, praticando assim a solidariedade. O incentivo cabe a nós, mais velhos, exerce-lo.
Querem eles oferecer um pouco do seu tempo, uma parcela apenas do fruto de sua profissão, um pedacinho de seu coração a instituições voltadas para causas nobres ou que cuidem de seres humanos com provas dolorosas. O voluntariado espírita é essencialmente um doador de seu próprio trabalho e a princípio poucos são os que percebem, mas são felizes porque têm algo para oferecer; sobra-lhes boa vontade e disposição.
As maravilhosas obras beneméritas e de caridade erguem-se no planeta, materializando pensamentos de bondade. Todos somos chamados a produzir obras de trabalho desinteressado, aquele que é abnegado e exige a doação plena.
Ao trabalho voluntariado todos fomos chamados, basta parar para pensar que esta é a mais pura verdade. Entretanto, aos que deixaram passar a oportunidade, conclamamos agora: Venha compor esta fileira. Deixe as desculpas do “não tenho tempo”, “meus filhos são pequenos”, “meu marido é sistemático”, “quando aposentar vou ajudar vocês”, “minha família necessita de mim”. Estas são apenas umas das muitas desculpas usuais e corriqueiras daqueles que fogem, adiam a tarefa do auxílio. É necessário se conscientizar da responsabilidade que temos em relação ao próximo. A firmeza de propósitos, o espírito de altruísmo precisam ser ativados. O maior beneficiado é sempre quem auxilia. Emmanuel, no Livro Pronto Socorro recomenda:
“Não te esqueças do tempo e auxilia agora”.
É tempo de agir, de aprender que o doar-se de forma absolutamente desinteressada, é semeadura de amor e libertação, pois que a justiça divina dá a cada um segundo o seu merecimento e o seguimento da máxima de Cristo “Ama o próximo como a ti mesmo” extirpando o egoísmo e a arbitrariedade que devem ser banidos o quanto antes de nosso comportamento. O trabalho é e será o único meio de evolução do ser encarnado ou desencarnado e, sem trabalho, não há progresso, sem trabalho voluntariado não há evolução espiritual e não há luz. A forma que cada um pode ser mais útil para o maior número de pessoas, é análise pessoal, mas nos cabe alertar a importância do auxílio, da cooperação de acordo com a capacidade e possibilidade de cada um, mas sempre há e haverá um trabalho, uma tarefa que diante da boa vontade e do amor, será sempre, simples, prazerosa e fácil.
Realiza o teu compromisso, por menos significante que te pareça, pois que esta será a base para grandes realizações futuras.
Hoje, tantos anos já passados, o trabalho tem leis que o regem para que a sociedade possa ser mais justa, devido a imperfeição natural dos homens que neste Planeta habitam. Cumpre às Casas Espíritas o cuidado de fazer o registro de seu corpo de voluntariado, cumprindo assim as necessidades das leis humanas.
Os valores de fé, de amor e de persistência, nos levam à reflexão de que a caridade deve substituir a filantropia, sendo trabalho útil, ativo, passando a existir nos moldes dos mundos superiores, onde o trabalho em lugar de ser impositivo, é conquista do homem livre que serve sempre, sem cessar, buscando sempre assistir mas promover o ser humano, buscando ensinar a pescar, não apenas dando o peixe, como nos ensinou .
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” Pedro 1: 4.10 .

22 Novembro 2004

Caridade
Caridade é , sobretudo, amizade.
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Para o faminto - é o prato de sopa.
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Para o triste - é a palavra consoladora.
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Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo
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Para o desesperado - é o auxílio do coração.
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Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
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Para o ingrato - é o esquecimento.
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Para o enfermo - é a visita pessoal.
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Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
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Para a crianca - é a proteção construtiva.
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Para o velho - é o braço irmão.
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Para o inimigo - é o silêncio.
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Para o amigo - é o estímulo.
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Para o transviado - é o entendimento.
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Para o orgulhoso - é a humildade.
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Para o colérico - é a calma.
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Para o preguiçoso - é o trabalho.
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Para o impulsivo - é a serenidade.
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Para o leviano - é a tolerância.
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Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
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Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Viajor.Ditado pelo Espírito Emmanuel.Araras, SP: IDE, 1985.

16 Novembro 2004

Sem Caridade

Sem a caridade do trabalho para as suas mãos, o seu descanso pode transformar-se em preguiça.
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Sem a caridade da tolerância, o seu trabalho seguirá repleto de entraves.
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Sem a caridade da simpatia para com os necessitados de qualquer procedência, as suas palavras de corrigenda serão nulas.
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Sem a caridade da gentileza, a sua vida social e doméstica será sempre um purgatório de incompreensões.
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Sem a caridade da desculpa fraterna, seus problemas seguirão aumentados.
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Sem a caridade da lição repetida, o seu esforço não auxiliará a ninguém.
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Sem a caridade da cooperação, a sua tarefa poderá descer ao isolamento enfermiço.
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Sem a caridade do estímulo ao companheiro que luta, sofre e chora, no trato com as próprias imperfeições, o orgulho se lhe fará petrificado na própria alma.
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Sem a caridade do auxílio incessante aos pequeninos, a vaidade viverá fortalecida em nosso espírito invigilante.
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Sem a caridade do entendimento amigo, a sua franqueza será crueldade.
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Sem a caridade do concurso desinteressado e fraterno, as suas dificuldades crescerão indefinidamente.
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Sem caridade em nosso caminho, tudo se converterá em inquietude, sombra e sofrimento. Por isso mesmo, adverte-nos o Evangelho - "fora da caridade ou fora do amor não existe realmente salvação".
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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade.Ditado pelo Espírito André Luiz.Araras, SP: IDE, 1978.

09 Novembro 2004

Amor Fraternal
"Permaneça o amor fraternal."Paulo (Hebreus, 13:1)


As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.
O equilíbrio é a posição ideal.
Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.
Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.
O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.


* * *Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso.Ditado pelo Espírito Emmanuel.17a edição. Lição 141. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

03 Novembro 2004

Chico Xavier, uma lição de amor

Francisco Muniz


Ninguém morre. E quem quer que pense que a vida do médium mineiro Francisco Cândido Xavier chegou ao fim no último domingo, no mínimo está desinformado quanto às verdades da Vida. Maior expressão do Espiritismo em terras brasileiras, Chico Xavier começou aos quatro anos de idade a perceber a realidade da vida após a morte, quando, órfão de mãe e sofrendo a perseguição de sua madrinha, vivenciou os contatos com sua genitora desencarnada, que lhe pedia paciência ante o rigor do tratamento que lhe impunham. Treze anos depois, o jovem médium finalmente rendeu-se às evidências, que jamais refutara, e começou a se dedicar integralmente ao serviço com o Mundo Espiritual, dispondo-se a trabalhar com seu mentor, Emmanuel, e demais Espíritos Superiores, na tarefa de complementação doutrinária iniciada por Allan Kardec no século XIX.
Com Chico Xavier, a Doutrina Espírita, através dos livros ditados por Espíritos como André Luiz, que fora médico no Brasil e em livros como “Nosso Lar”, “Os Mensageiros” e “Missionários da Luz”, dentre muitos outros, enriqueceu-se sobremaneira e alcançou maior representatividade até mesmo no exterior. As obras recebidas do Plano Espiritual por Chico somaram 412 livros e já venderam pelo menos 25 milhões de exemplares, sendo traduzidas para vários idiomas. Esses livros retratam com fidelidade a natureza do Espiritismo, ciência filosófica de cunho moralizante que os Espíritos revelaram à Humanidade a partir do século XIX e que Allan Kardec – codinome do pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail – codificou em cinco obras básicas: “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.
Mas não é somente a produção literária psicográfica que dá expressão a Chico Xavier. Mais que isso, sua vida marcada por exemplos de abnegação é que o fazem ser reverenciado, desde sempre, como um verdadeiro apóstolo do Cristo, sob cujas ordens o médium servia aos Espíritos Superiores. Durante 75 anos – que se completariam no dia 8 deste mês -, Chico viveu exclusivamente para tornar seus dons mediúnicos um instrumento principalmente de consolo a milhares de pessoas angustiadas e inconsoláveis pelo que consideravam “perda” de entes queridos. Centenas de espíritos que partiram prematuramente, muitas vezes vítimas de acidentes e tragédias como o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo, voltaram, através da psicografia de Chico, para confortar seus familiares, dizendo que tivessem confiança na bondade divina porque efetivamente a vida não acaba e aqueles que se separaram voltarão a estar juntos um dia.
A abnegação de Chico e seus exemplos de caridosa atividade em prol dos materialmente desafortunados se estendia além de seus dons mediúnicos. Os direitos autorais dos livros eram doados às editoras e a inúmeras entidades assistenciais, porque o médium entendia que não lhe pertenciam, uma vez que eram os Espíritos que escreviam e ela não passava de um instrumento - “imperfeito”, segundo dizia. Em Uberaba (MG), cidade que escolheu para viver por recomendação de Emmanuel, seu mentor, Chico tinha no Centro Espírita Casa da Prece a reedição da Casa do Caminho dos primeiros cristão e lá atendia diariamente centenas de pessoas carentes do corpo e da alma, às quais recebia pessoalmente, a despeito, muitas vezes, de suas condições de saúde.

Disciplina e humildade

Quase centenário, Chico Xavier preferiu desencarnar quando todos os brasileiros estivessem felizes e não por coincidência – que isso não existe num universo controlado por leis tão sábias quão perfeitas – o fato se deu no dia da conquista do pentacampeonato pela Seleção Brasileira de Futebol. Consta que Chico não quis ver o jogo, mas procurou saber do resultado. Algumas horas depois, enquanto o Brasil inteiro vibrava alegremente, o coração nonagenário do médium nascido em Pedro Leopoldo (MG) em abril de 1910 parava de bater, naturalmente, “sem aviso prévio”, como disse seu médico.
Esse comportamento ressalta o nível de humildade que caracteriza esse Espírito abnegado, que jamais quis elevar-se acima de ninguém, mesmo possuindo méritos para tal. Um dos muitos casos contados a respeito de sua vida plena de exemplificações benemerentes relata uma conversa com uma mulher que o procurara para informar-se quanto à reencarnação. Parece que ela havia se submetido a uma sessão de regressão de memória e assim tivera acesso a informe de alguma experiência anterior na Terra e confidenciou: “Chico, gostei de saber que eu fui uma dos cristãos sacrificados aos leões na velha Roma. E você?” Chico, mansamente, respondeu: “Ah, minha filha eu era a pulga do leão”.
Além da humildade, outra característica de Chico Xavier é a disciplina com que pautava sua atuação mediúnica e mesmo pessoal, em atenção às orientações de Emmanuel. Conforme relato do próprio Chico, quando seu mentor espiritual especificou-lhe a natureza e a importância do trabalho que desempenhariam juntos, impôs-lhe três condições: “Qual a primeira?”, quis saber Chico, ouvindo de Emmanuel a palavra “disciplina”. “E a segunda?” – “Disciplina”. “E a terceira?” – “Disciplina”. Desde então, Chico se tornou o homem que foi/é, o instrumento de que a Espiritualidade se serviu para espalhar na Terra a luz do esclarecimento de acordo com as propostas de libertação que o Espiritismo anuncia.
A Lição do Mestre
Espírito Iracema Médium: Olinda Gomes Pedreira

Jesus caminhava pelas estradas poeirentas da Galiléia... Absorto em seus pensamentos e orações, seguia mansamente, sempre acompanhado das criaturas interessadas em ouvi-lo e aprender com Ele.
Em certo trecho da estrada, eis que surge à frente, deitado no chão quente, um homem que se debatia, contorcendo-se e gritando por socorro. Jesus estacou junto a ele e logo os outros que O seguiam também cercaram-no sem saber o que fazer. Esperavam que o Mestre os orientasse sobre as providências tomar.
Jesus os olhou fixamente e aguardou em silêncio. Ninguém tomava alguma atitude em favor daquele homem.
Jesus esperou mais um pouco e, então, indagou:
- O que quereis? O que esperais para ajudar este irmão em sofrimento?
- Esperamos por Ti, Mestre, para que nos digas o que fazer...
- Pois não sabeis até agora o que deve ser feito? Precisais que eu vos diga? Esquecestes do mandamento maior que vos ensinei? - “Amai-vos uns aos outros e fazei aos outros o que quereríeis que vos fizessem” - Não foi assim que vos ensinei?
- Pois bem, o que o amor pelo vosso próximo vos sugere neste instante?
- Entrai em contato com vossos sentimentos, com vossa emoção, achegai-vos a este irmão, indagai o que se passa, o de que ele precisa, o que podeis fazer para ajudá-lo... Certamente ele vos dirá de alguma maneira e, então, podereis vos orientar no sentido de ajudá-lo. Será sede? Basta dar-lhe um pouco de água. Será fome? Daí-lhe um pouco de pão. Alguma dor física para socorrê-lo. E, se depois disso tudo, nada mais puderdes fazer para auxiliá-lo, oferecei-lhe o favor da prece, pedindo a Deus que reforce o vosso amor e a vossa misericórdia para que possais aliviá-lo.
Aprendamos sempre com Jesus e não deixemos de ajudar a quem quer que surja em nosso caminho nas estradas da Vida.
Que Jesus nos inspire e fortaleça!


A Caridade - Dezembro de 94