29 Março 2005

Vencerás
Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre
.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas
.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.


Emmanuel
(mensagem psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier - do livro "Astronautas do além" - edição GEEM)

25 Março 2005

Visão espírita da Páscoa

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.

Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.

O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.

Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.

Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

Amílcar Del Chiaro Filho

Este artigo foi publicado na íntegra

pela Revista Católica MISSÕES - da Ordem Consolata.

O preparo para a reencarnação – Segundo André Luiz e Emmanuel

Jomar Teodoro Gontijo

Existe algum preparo para o espírito reencarnar? Se existe, qual é? O espírito pode ser obrigado a reencarnar? A lei de hereditariedade influi no espírito? Ele reencarna consciente ou inconsciente? Quando termina o processo da reencarnação? Por que o esquecimento? Quantas perguntas temos a respeito do nascer na matéria e, para tentar respondê-las, recorremos neste artigo, a alguns trechos das instruções reveladas por nossos amigos espirituais. Esperamos que com elas possamos esclarecer algumas de nossa dúvidas.Em “Missionários da Luz”, cap. XII, Preparação de Experiências, André Luiz, via psicografia de Chico Xavier nos narra:- “Segismundo voltará ao rio da vida física. A situação assim exige e não devemos perder a oportunidade de encaminhá-lo ao necessário resgate... Tudo está preparado afim de que Segismundo regresse à companhia da vítima e do inimigo do pretérito, no sentido de santificar o coração. Será ele, de conformidade com a permissão de nossos Maiores, o segundo filhinho do casal... Infelizmente, Adelino, que lhe será o futuro pai transitório, repele-o com calor, tão logo surgem as horas do sono físico, trabalhando contra os nossos melhores propósitos de harmonização. Em vista disso o trabalho preparatório da nova experiência tem sido muito moroso e desagradável.”Vejamos no mesmo capítulo, algumas palavras de Alexandre; instrutor de André Luiz, sobre o preparo da reencarnação:- “Temos bons amigos no Planejamento de Reencarnações, serviço muito importante em nossa colônia espiritual, diretamente ligados com as atividades do Esclarecimento. Nesta instituição, durante alguns dias, você terá idéia aproximada da nossa tarefa, portas adentro de semelhante trabalho. Grande percentagem de reencarnações se processa em moldes padronizados para todos, no campo das manifestações puramente evolutivas. Mas outra porcentagem não obedece ao mesmo programa. Elevando-se a alma em cultura e conhecimentos, e, consequentemente em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais complexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. Em vista disso, as colônias espirituais mais elevadas mantêm serviços especiais para trabalhadores e missionários.” (Grifos meus)Vejamos mais algumas elucidações dos nossos amigos espirituais: - “As entidades sob nossos olhos são trabalhadores da nossa esfera interessados em reecarnações próximas. Nem todos estão diretamente ligados a semelhantes propósitos, porque grande parte está no trabalho de intercessão, obtendo favores desta natureza para amigos íntimos. Os rolos brancos que conduzem são pequenos mapas de formas orgânicas, elaborados por orientadores do nosso plano especializados em conhecimentos biológicos de existência terrena. Conforme o grau de adiantamento do futuro reencarnante e de acordo com o serviço que lhe é necessário estabelecer planos adequados aos fins essenciais.”E a lei da hereditariedade? Perguntou André Luis e Alexandre respondeu: -“ Funciona com inalienável domínio sobre todos os seres em evolução, mas sofre, naturalmente, de todos aqueles que alcançam qualidades superiores ao ambiente geral. Além do mais, quando os interessados em experiências novas no plano da crosta e merecedor de serviços “intercessórios”, as forças mais elevadas podem imprimir certas modificações à matéria, sede de atividades embriológicas, determinando alterações favoráveis ao trabalho de redenção.” Após conseguir o perdão e a permissão dos futuros pais para a reencarnação encontramos Segismundo momentos antes de reencarnar: - “Já estive mais animado – disse-me ele, triste -, entretanto agora falecem-me as energias... sinto-me fraco, incapacitado... agora tenho receio de novos fracassos...”.Na pergunta 339 do Livro dos Espíritos: O momento da encanação é acompanhado de uma perturbação semelhante aquela que tem lugar na desencarnação? – Muito maior e sobretudo mais longa. Na morte, o espírito sai da escravidão, no nascimento, entra nela.Continuemos a estudar André Luís: – “Existem, então – perguntei sob forte interesse -, aqueles que reencarnam inconscientes do ato que realizam? Certamente – respondeu ele, solícito - , assim também como desencarnam diariamente na crosta milhares de pessoas sem a menor noção do ato que experimentam, somente as almas educadas tem compreensão real da verdade que se lhes apresenta em frente da morte do corpo. Do mesmo modo, aqui, a maioria dos que retornam a existência corporal na esfera do globo é magnetizada pelos benfeitores espirituais, que lhe organizam novas tarefas redentoras, e quantos recebem semelhante auxílio são conduzidos ao templo maternal de carne como crianças adormecidas. O trabalho inicial, que a rigor lhes compete na organização do feto, passa a ser executado pela mente materna e pelos amigos que os ajudam de nosso plano. São inúmeros os que regressam a crosta nessas condições, reconduzidos por autoridades superiores de nossa esfera de ação.”Vejamos o que Emmanuel nos diz no cap. “Esquecimento e Reencarnação” do livro Religião dos Espíritos. “Encetando uma nova existência corpórea, para determinado efeito, a criatura recebe, desse modo, implementos cerebrais completamente novos, no domínio das energias físicas, e, para que se lhe adormeça a memória, funciona a hipnose natural como recurso básico, de vez que, em muitas ocasiões, dorme em pesada letargia, muito tempo ates de acolher-se ao abrigo materno. Na melhor das hipóteses, quando desfruta de grande atividade mental nas esferas superiores só é compelida ao sono, relativamente profundo, enquanto perdure a vida fetal. Em ambos os casos, há prostração psíquica nos primeiros 7 anos de tenra instrumentação fisiológica dos encarnados, tempo que se lhes reaviva a experiência terrestre...”“E isso, na essência, e o que verdadeiramente acontece, porque, pouco a pouco, o espírito reencarnado retoma a herança de si mesmo, na estrutura psicológica do destino, reavendo o patrimônio das realizações e das dívidas que acumulou, a se lhe regravarem no ser, em forma de tendências inatas, e reencontrando as pessoas e as circunstâncias, as simpatias e as aversões, as vantagens e as dificuldades, com as quais se afinizado ou comprometido...”.“A moldura social ou doméstica, muitas vezes, é diferente, mas, no quadro do trabalho e da luta, a consciência é a mesma, com a obrigação de aprimorar-se, ante a benção de Deus, para a luz da imortalidade.

12 Março 2005

Seja Voluntário

Caibar Schutel


Seja voluntário na evangelização infantil.
Não aguarde convite para contribuir em favor da Boa Nova no coração das crianças.
Auxilie a plantação do futuro.
Seja voluntário no culto do evangelho.
Não espere a participação de todos os companheiros do lar para iniciá-lo, se preciso, faça-o sozinho.
Seja voluntário no templo espírita.
Não aguarde ser eleito diretor para cooperar. Colabore sem impor condições, em algum setor, hoje mesmo.
Seja voluntário no estudo edificante.
Não espere que os outros lhe chamem a atenção. Estude por conta própria.
Seja voluntário na mediunidade.
Não aguarde o desenvolvimento mediúnico sistematicamente sentado à mesa das sessões. Procure a convivência dos Espíritos superiores, amparando os infelizes.
Seja voluntário na assistência social.
Não espere que lhe venham puxar o paletó, rogando auxílio. Busque os irmãos necessitados e ajude como puder.
Seja voluntário na propaganda libertadora.
Não aguarde riqueza para divulgar os princípios da fé. Dissemine, desde já, livros e publicações doutrinárias.
Seja voluntário na imprensa espírita.
Não espere de braços cruzados a cobrança da assinatura. Envie o seu concurso, ainda que modesto, dentro das suas possibilidades.
Sim meu amigo. Não se sinta realizado.
Cultive espontaneidade nas tarefas do bem.
“A sementeira é grande e os trabalhadores são poucos”.
Vivemos os tempos da renovação fundamental.
Atravessemos, portanto, em serviço o limiar da Era do Espírito!
Ressoam os clarins da convocação geral para as fileiras do Espiritismo.
Há mobilização de todos.
Cada qual pode servir a seu modo.
Aliste-se enquanto você se encontra válido.
Assuma iniciativa própria.
Apresente-se em alguma frente de atividade renovadora e sirva sem descansar.
Quase sempre, espírita sem serviço é alma a caminho de tenebrosos labirintos do Umbral.
Seja voluntário na seara de Jesus, Nosso mestre e Senhor!

09 Março 2005

Oi pessoal... com um dia de atraso prestamos nossa homenagem a todas as mulheres do mundo. Não só a mulher registrada em cartório, mas todo espírito sensível que carrega em seu coração a essência de ser mais que mulher, e ser amor, ternura, coragem e força. E com isso trazemos um artigo sobre uma dessas almas leves e cristãs. Abraços fraternais... PARABÉNS 08/03/2005.
Amelie Boudet - Uma Grande Mulher
Amílcar Del Chiaro Filho


Nosso editorial presta uma singela, mas profunda homenagem a uma mulher extraordinária, Gabriele Boudet Rivail, a Sra. Allan Kardec. O dia 25 de novembro assinala a data do aniversário de nascimento desta mulher valorosa, que enfrentou ao lado do esposo, as tempestades das críticas, das campanhas difamatórias, das calúnias, sem medo, com a coragem inaudita dos fortes.
Gaby, como a chamava Allan Kardec na intimidade, era uma mulher delicada, mas extremamente forte. Professora de artes e excelente miniaturista, tinha vigorosa cultura geral, e foi o apoio para Kardec nas grandes lutas enfrentadas contra o poder das ciências e do clero católico e protestante. Ela acompanhava o esposo nas suas viagens para visitar os grupos espíritas que se formavam nas cidades da França e do estrangeiro. Tanto é, que Leon Denis, ainda muito jovem, guardou na memória, um quadro bucólico, quando da visita de Kardec e Gabi em Tours, o carinhoso gesto de Allan Kardec subindo a uma cadeira para cortar um cacho de uva e oferecê-lo gentilmente à esposa.
Mas o valor, o denodo desta mulher se mostrou por inteiro depois da desencarnação de Allan Kardec, quando ela fundou a Sociedade Para a Preservação e Continuidade das Obras de Allan Kardec. Graças a isto, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a Revista Espírita continuaram existindo.
Contudo, ela enfrentou a tempestade de um processo contra a Revista Espírita, devido Pierre Gaetan Lemarrie ter acolhido o trabalho de um fotógrafo, que dizia produzir fotografias transcendentais, ou seja, ao fotografar uma pessoa, parentes e amigos, desencarnados, do fotografado, apareciam na foto. O fotógrafo fez um acordo com o juiz, assinou uma confissão de fraude, escapando assim da prisão. Lemarie, foi condenado e cumpriu um ano de prisão na Penitenciária de Paris. Intimada como testemunha, Amelie foi desrespeitada pelo juiz, aviltando a memória de Allan Kardec, o que provocou viva reação da viúva do Codificador, exigindo respeito à memória de seu esposo. Certamente o juiz já havia decidido pela condenação.
O dia 25 de novembro é um dia de glória para a Doutrina Espírita, porque assinala o aniversário de nascimento desta valorosa mulher: Amelie Boudet de Lacombe Rivail. Honra e glória à Gabi e a todas mulheres espíritas, como Amália Domingo Soller, Anália Franco, Virgínia Pires, e tantas outras anônimas, baluartes extraordinárias das instituições e dos lares espírita. Gaby, num gesto respeitoso beijamos sua mão.

Fonte: www.espirito.org.br

01 Março 2005

Compaixão

Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão. Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.
Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.
Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.
Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.
Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.
Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.
A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.
É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.
O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.
A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.
É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.
Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.
Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.
Expandir esse sentimento é dar significação à vida.
A compaixão está cima da emotividade desequilibrada e vazia. Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.
Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.
Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para as lamentações pessoais.
Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.
Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.

Divaldo P. Franco. Da obra: Responsabilidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.