30 Junho 2005

Libertação de Consciência


Não aguardemos que o aplauso do mundo coroe as nossas expectativas.
Não esperemos que as alegrias nos adornem de louros ou que uma coroa de luz desça sobre a nossa cabeça, vestindo-nos de festa.
Quem elegeu Jesus, não pode ignorar a cruz da renúncia.
Quem O busca, não pode desdenhar a estrada áspera do Gólgota.
Quem com Ele se afina, não pode esquecer que, Sol de primeira grandeza como é, desceu à sombra da noite, para ser o porto de segurança luminosa, no qual atracaremos a barca de nosso destino.
Jesus é o nosso máximo ideal humano, Modelo e Guia seguro.
Aquele que travou contato com a Sua palavra nunca mais O esquece.
Quem com Ele se identifica, perdeu o direito à opção, porque a sua, passa a tornar-se a opção dEle, sem o que, a vida não tem sentido.
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Não é esta a primeira vez que nos identificamos com o Seu verbo libertador. Abandoná-lo é infidelidade, que O troca pelos ouropéis e utopias do mundo, de breve duração.
Não é esta a nossa experiência única no santuário da fé, que abraçamos desde a treva medieval, erguendo monumentos ao prazer, distantes da convivência com a dor.
Voltamos à mesma grei, para podermos, com o Pensamento Divino vibrando em nós, lograr uma perfeita identificação.
Lucigênitos, procedemos do Divino Foco, para o qual marchamos.
Seja, pois, a nossa caminhada assinalada pelas pegadas de claridade na Terra, a fim de que, aquele que venha após os nossos passos, encontre as setas apontando o caminho.
Jesus não nos prometeu os júbilos vazios dos tóxicos da ilusão. Não nos brindou com promessas vãs, que nos destacassem no cenário transitório da Terra. Antes, asseverou, que verteríamos o pranto que precede à plenitude, e teríamos a tristeza e a solidão que antecedem à glória solar.
Não seja, pois, de surpreender que, muitas vezes, a dificuldade e o opróbrio, o problema e a solidão caracterizem a nossa marcha. Não seja de surpreender, portanto, que nos vejamos em solidão com Ele, já que as Suas, serão as mãos que nos enxugarão o pranto, enquanto nos dirá, suavemente: Aqui estou!
Perseveremos juntos, cantando o hino da alegria plena na ação que liberta consciências, na atividade que nos irmana e no amor que nos felicita.
Franco, Divaldo Pereira.
Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

29 Junho 2005

FÉ E CARIDADE
Emmanuel

Sem fé, a caridade muitas vezes se transforma em virtude fragmentária nos caminhos do tempo.
Ora luz, ora sombra, hoje auxílio, amanhã reprimenda.
Sem a base da confiança, assemelha-se, quase sempre, à planta de raiz frágil que o furacão arrebata ao solo, convertendo-se em deserto.
A bondade, porém, que se mude da fé viva sabe agir em termos de Vida Eterna.
Reconhece a maldade por estado de ignorância e dispõe-se a ensinar, sem cansaço e sem queixa.
Observa o transviado por doente infeliz e oferece-lhe ao passo o remédio preciso.
Sabe, assim, que os irmãos infiéis a si mesmos exigem tolerância e vê que todo mal espera por silêncio para regenerar-se, ante o brilho da Lei.
Saibamos, desse modo, erguer ao bem constante no nosso culto diário, convictos de que a morte é outra face da existência em si mesma.
Não vale confiar, desconfiando sempre.
Lembremo-nos, assim, de que Cristo de Deus, em sua fé nos homens, renova a cada dia o nosso vivo ensejo de aprender a servir, e apliquemos em nós esse mesmo padrão de socorro incessante, perdoando e auxiliando, sem qualquer restrição, porque somente assim, na base da fé pura, que jamais desfalece, a nossa caridade encontrará na vida o alicerce do amor para a bênção da luz.

Psicografia Francisco Cândido Xavier Livro FÉ, PAZ E AMOR

27 Junho 2005

Meu irmão da mocidade,
Ao sol de nossa Doutrina
Aproveita enquanto é cedo
A bênção que te ilumina.

Desfruta do dia claro
Em que a força vibra e avança
Na doce vitalidade
Da alegria e da esperança.

Dizes “posso”, todavia,
De que te vale poder
Se te furtas no caminho
À prudência de aprender?

Recorda que prometeste
Nos templos de amor do Além
Constante fidelidade
À excelsa missão do bem.

Por isso desde o começo
De tua nova existência,
Recebeste Jesus Cristo
No campo da inteligência.

Não detenhas tua fé
Por bênção guardada em vão.
Espiritismo é caminho
De nossa renovação.

Nos fios da honestidade,
Tece, firme, o teu escudo.
No jogo das aparências
Busca sempre o conteúdo.

Cultiva a cooperação.
Não te canses de lembrar
Que servir tardiamente
É o mesmo que recusar.

Foge à sombra da vaidade
Que morde por serpe astuta.
Arrima-te na humildade
Por arma de tua luta.

Trabalha, estuda e medita
Sob a carne transitória,
O nosso dever cumprido
É senda para a vitória.

Aos companheiros mais velhos
Atende e reverencia,
Na porta do desrespeito
A derrota principia.

O nosso ideal é flama
Que, brilhando na virtude,
Guarda sempre as nossas almas
Sob a Eterna Juventude.

Segue o impulso da bondade,
Não te algemes à ilusão,
E traça à luz do Evangelho
A rota do coração.

Com Jesus Cristo no leme
Do barco em que te renovas
Vencerás trevas e abismos
Que surgem no mar das provas.

Meu irmão da mocidade,
Ao sol de nossa Doutrina,
Aproveita enquanto é cedo
A bênção que te ilumina.


CASIMIRO CUNHA
Pássaros Humanos - Francisco Cândido Xavier - Autores Diversos